“A cada voz que silenciarem, levantar-se-ão milhares” – ND sobre o atentado à Matias Guente

– ND acusa regime de transformar Moçambique num Estado demicionário e negligente

 

O partido Nova Democracia (ND) considera o espancamento e tentativa de sequestro do Editor Executivo do Canal de Moçambique, Matias Guente, ocorrido a 31 de Dezembro último, em Maputo, como um atentado contra as liberdades democráticas, um revés gravoso e resignação do Estado de Direito.

Aquele partido político, que participou pela primeira vez nas eleições de 15 de Outubro último, encontra no modus operandi dos agressores de Matias Guente um denominador comum com os incidentes que culminaram com os assassinatos de Anastácio Matavele, Gilles Cistac, Jeremias Pondeca, Muhamud Amurane, Carlos Cardoso, Siba-Siba e sevicias a Jaime Macuane, Ercíno de Salema, entre outros.

A Nova Democracia acusa o que chama de sectores decadentes da sociedade e grupos mafiosos que controlam o Estado, de estarem a fazem prosperar a política da bala como método de socialização democrática, para condicionar a todos moçambicanos à lógica do sistema.

“Esta violência visceral, perante a indiferença indignante da polícia e da PGR na sua inércia arquivista habitual, corporiza um estado lesante a coberto de impunidade, onde os direitos humanos caem em desuso com os seus defensores desprotegidos. Não se pode tolerar que enquanto nossos concidadãos são mortos em Cabo Delgado e na zona Centro, na capital dos blindados ‘aproveitadores’ entrem em ‘agitadas’ operações especiais para fazer novas vítimas. Onde estaremos seguros?”, indagou a ND.

Para a Nova Democracia, um Estado incapaz de proteger os seus cidadãos é um Estado demissionário, carecendo de ser responsabilizado pela sua negligência e inacção face a este clímax de brutalidade à níveis que somente uma sociedade sequestrada pode testemunhar.

“Ainda assim, nós acreditamos na liberdade. Nós acreditamos que Moçambique não está no fim. Dias de prosperidade nos aguardam, edificando-se uma sociedade na qual as instituições não respondam aos interesses dos bárbaros que acampam no Estado. É assim que cada grito de indignação deve significar um esforço sincero na luta pela justiça e liberdade mesmo que incalculáveis sacrifícios, privações e sofrimento sejam necessários”, refere em nota o movimento político liderado por Salomão Muchanga.

“Somos intimados a nos levantarmos pela paz, segurança e justiça no país enquanto vias prioritárias da democracia.Um Estado de Direito subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade Democrática. Por conseguinte, a cada voz que silenciarem, levantar-se-ão milhares; e as ruas são o melhor lugar para defender a liberdade”, apelou o partido, que nas eleições de 15 de Outubro chegou a obrear com os ditos grandes em termo de popularidade, apesar de ter se apresentado apenas cinco meses antes do pleito.

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