A democracia do país é “uma democracia antidemocrática”

 

Por ocasião das celebrações do Dia Internacional da Democracia, no dia 15 de Setembro, o Parlamento Juvenil de Moçambique expressou sua opinião com relação ao exercício da democracia no país. David Fardo, Presidente do PJ disse que em Moçambique, democracia, constitui o instrumento pelo qual banalizam-se as liberdades, sobretudo quando olhamos profundamente para a sua dimensão prática. É transparente a ignorância à legislação e a instituição do estado da natureza.

Fardo disse ainda que enquanto o mundo faz da democracia um instrumento de expressão das liberdades civis, políticas, económicas e sociais, Moçambique caminha em direcçãocontrária.

Aqui, a Democracia, constitui o instrumento pelo qual banalizam-se as liberdades, sobretudo quando olhamos profundamente para a sua dimensão prática. É transparente a ignorância à legislação e a instituição do estado da natureza, conforme escreveu Thomas Hobbes, o homem é lobo do outro homem”, defendeu.

Os 30 anos de democracia moçambicana confundem-se com um longo processo de ditadura e desenfreada violação dos Direitos Humanos. Com um Parlamento, sem iniciativa de legislação e funcionando á reboque dos sectores lobbystas, aprovam-se leis de opressão política, económica e social que traduz-se na perseguição as destemidas vozes, desvio do erário público, aprofundado a corrosão do um estado que se apresenta cada vez mais falhado”.

Para o dirigente do Parlamento Juvenil, a democracia constituiu-se no disfarce político organizacional que colocou a liderança do Estado em mãos de corruptos e cidadãos que aproveitam-se do Estado para satisfazer agendas privadas. Com este modelo de democracia, o povo tem sido saqueado e ludibriado por discursos cheios de nada.

É neste Estado alegadamente democrático, que se instituíram os esquadrões de morte ao serviço dos que detém poder, é pela democracia que se criaram as inúteis figuras designadas secretários de Estado para acomodarem-se cada vez mais no colchão dos cofres do Estado e usurparem as finanças públicas, em fim, sem escrúpulos rasura-se a lei em benefício dos que governam”, destacou.

David Fardo chama a democracia do país de “estranha a democracia global”.

Uma democracia que ‘pinta a sangue’ processos eleitoraiscarimba atempadamente os seus resultados com logótipos da maçaroca e que viola princípios democráticos como a transparência, liberdade e prestação de contas não pode ser celebrada. Uma democracia que persegue macabramente a quem ousa se expressar, e torra impiedosamente as instituições de imprensa, sequestra e tortura brutalmente jornalistas está distante do bem comum”, sustentou.

Fardo apelou ao povo a transitar esta realidade e manter equidistância dos prevaricadores dos bens e recursos nacionais e tomar efectivamente as instituições do Estado.Ainda que em lágrimas nacionais pela desastrosa democracia que vivemos, congratulamos a todas outras nações do mundo que fazem da democracia um espaço para se viver em harmonia, os que encontram na democracia uma razão para enaltecer a tolerância, aos que transmitem com a democracia uma cultura de que todos tem as mesmas oportunidades e que a diferença de opiniões entre cidadãos constitui uma mais-valia”.

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