Académico defende línguas nacionais nas escolas de condução

Num país onde metade da população é considerada analfabeta, justamente por não saber falar nem escrever em português, a língua lusa é a única em uso nas escolas de condução. A situação preocupa Hermínio Chissico, académico que desenvolveu um projecto que visa introduzir línguas nacionais naquele substracto de ensino.

Em Moçambique, 45% da população não usa o português como idioma de comunicação, apesar de este ser considerado língua oficial e de unidade nacional, ou seja, quase metade da população expressa-se nas línguas nacionais, as línguas Bantu, com o macua e o changana a serem as mais predominantes. Este facto foi suficiente para que o também empresário chegase a conclusão de que a língua constitui barreira para que a maioria da população adquira licença para conduzir. Mas a conclusão de Chissico é também fundamentada por outro estudo.

“Fiz um exame, uma análise crítica dos instrumentos pedagógicos e procurei ver as características dos nossos alunos. Percebi que mais de 60 por cento é gente humilde, pessoas que tiram a carta de condução para fins de trabalho, fins básicos”, defendeu.

Na opinião de Hermínio Chissico, adoptar as línguas nacionais no processo de ensino nas escolas de condução seria permitir que  a maioria dos moçambicanos deixe de conduzir ilegalmente.

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