África do Sul já decidiu: Manuel Chang será extraditado para Moçambique

 

O ex-ministro das Finanças e actual deputado da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, Manuel Chang, detido desde Dezembro na África do Sul desde Dezembro último, será extraditado para Moçambique, decidiu, hoje, o Ministério da Justiça Sul Africano, colocando fim a mais de cinco meses de disputa entre os Estados Unidos e o nosso país.

Texto: Dossiers & Factos/VOA

O ex-ministro das Finanças e actual deputado da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, Manuel Chang, detido desde Dezembro na África do Sul desde Dezembro último, será extraditado para Moçambique, decidiu, hoje, o Ministério da Justiça Sul Africano, colocando fim a mais de cinco meses de disputa entre os Estados Unidos e o nosso país.

A notícia é avançada pela Voz da América na sua versão em Português, citando o prota-voz do ministério sul-africano da Justiça e de Serviços Correcionais em representação respectivo Ministro Michael Masutha.

Masutha disse acreditar que com esta decisão “a justiça será bem servida” e acrescentou ter analisado também o pedido da justiça americana.

Manuel Chang foi detido na África do Sul em final de Dezembro de 2018, a pedido da justiça americana, apontado como sendo o principal responsável pelo caso das chamadas “dívidas ocultas”, que, com a ajuda de banqueiros e empresários estrangeiros, e agentes moçambicanos, lesaram o Estado moçambicano em cerca de dois mil milhões de dólares.

Desde então, a sua extradição levou a uma batalha judicial sem precedentes na história daquele país vizinho, envolvendo Moçambique e Estados Unidos. Recorde-se que o Tribunal distrital de Kepton Park, havia julgado a favor dos dois pedidos de extradição, tendo sido a decisão final transferida ao auspício do Ministro da Justiça e Serviços Correccionais.

Ontem, 20 de Maio, a ex-banqueira do Credit Suisse Detelina Subeva declarou-se culpada da acusação feita pela justiça americana de ter participado no conhecido caso “dívidas ocultas”, um esquema de suborno que envolveu o empréstimo de dois mil milhões de dólares de a empresas estatais de Moçambique.

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