Antigo administrador de Mocímboa da Praia nega tese de pobreza como causa dos ataques em Cabo Delgado

 

Nhundzwani Bila, antigo administrador de Mocímboa da Praia, entre 1988 e 1992, revelou, há dias, em entrevista ao Dossiers & Factos, que acompanha com alguma tristeza o desenrolar da insurgência na nortenha província de Cabo Delgado, mas o que mais lhe preocupa são alguns pronunciamentos e estudos financiados por gente com interesses inconfessos que apontam a pobreza, a exclusão e as desigualdades sociais como sendo o mote da guerra que para além de ceifar a vida de milhares de pessoas, entre civis e militares, já causou milhares de deslocados.

Dossiers & Factos

No entender do antigo governante, que apesar da idade mantém uma lucidez de se invejar, o povo dos distritos a norte de Cabo Delgado sempre foi trabalhador e, por via disso, apesar da pobreza e dos grandes desafios que tem vindo a enfrentar, dificilmente poderia reivindicar qualquer que fosse o direito com recurso ao uso da força.

Bila, que foi administrador daquele distrito no auge da guerra dos 16 anos, depois de ter desempenhado as mesmas funções em outros distritos como Moamba e Magude, na província de Maputo, afasta por completo a possibilidade do principal motivo da instabilidade dos distritos a norte de Cabo Delgado ser a pobreza e as desigualdades sociais.

No seu entender, há-de haver, por detrás da guerra em Cabo Delgado, alguns interesses imperialistas ligados a exploração do gás na bacia do Rovuma.

Leia o texto desenvolvido na próxima edição do Dossiers & Factos

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