Associação dos camionistas de Moçambique pede intervenção do Governo

A Associação dos Camionistas de Moçambique, diz estar preocupada, com a falta do amparo por parte do governo moçambicano sobretudo, agora, que ocorrem actos xenófobos na vizinha África de Sul, com muitos camionistas moçambicanos, entregues à sua sorte.

Aquele responsável lamenta o facto de o executivo moçambicano ainda não ter tomado nenhuma iniciativa face ao cenário, muito menos se pronunciar contrariando, iniciativas de outros países como a Zâmbia, o Zimbábue a Gana que já se posicionaram face a este cenário.

Para Valgy, o governo moçambicano, precisa de forma célere, dar amparo aos camionistas porque, estes contribuem muito com o seu esforço para a economia do país tal como, acontece em qualquer parte do mundo, onde, esta classe contribui bastante e de forma directa para o crescimento econômico de uma nação.

Falando ao Dossiers & Factos, no final da manhã de hoje, no local onde um grupo de jovens moçambicanos tentou impedir a circulação de camiões sul – africanos em retaliação a onda que ocorre na vizinha África de Sul, Jaime Valgy, presidente daquela agremiação, começou por considerar que o cenário vivido naquele país vizinho é mau e desumano.

Valgy, relata que os camionistas moçambicanos e não só, estão a passar por momentos bastante críticos mas, mesmo assim, apelam para que a sociedade moçambicana tenha muitas cautelas ou, deve se abster de actos de retaliação.

Para a fonte, qualquer tipo de atitude que for tomada pela parte dos moçambicanos, em jeito de retaliação, poderá agudizar com a situação da violência na África de Sul, podendo, inclusive afectar outras áreas que actualmente não estão sendo alvos deste tipo de cenários.

A fonte fez saber ao Dossiers & Factos, que desde que começou a situação de xenofobia na África de Sul, um pouco acima de trezentos camiões de empresas moçambicanas, encontram se parqueadas do lado do nosso país, sem no entanto, poderem entrar para aquele país. Este número, cresce ainda com os camiões que estão do outro lado da fronteira que também, não podem circular devido a esta onda de violência.

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