Automobilistas e população clamam pela manutenção das vias em Inhambane

 

Esquecidas, abonadas e completamente degradadas. Este é o estado em que se encontram as vias Massinga-Funhalouro e Mocodoene-Funhalouro, na província de Inhambane, perfazendo quase 120 km. O silêncio por parte das autoridades governamentais inquieta passageiros e automobilistas, que almejam ver aquelas duas importantes vias melhoradas.

Viajar ao esquecido distrito de Funhalouro, a norte da província de Inhambane, mostra-se um grande desafio, sobretudo durante a época chuvosa, devido ao elevado estado de degradação das duas vias que dão acesso ao distrito.

Segundo fontes ouvidas pela nossa equipa de reportagem, o problema já tem barba branca e é do conhecimento das autoridades governamentais a níveis distrital e provincial, que nada fazem para inverter o cenário. Os troços, em grande parte, estão esburacados e cheios de areal.

Devido à degradação das vias de acesso, as viagens são feitas de forma limitada e por viaturas todo-o-terreno, com destaque para carrinhas de caixa aberta, vulgo “mylove”.

Joana Mabote, residente naquele distrito, diz que com a reabilitação daquela via, muitas coisas iriam mudar, a começar pelo tempo de viagem que reduziria, das actuais quatro horas para uma, sem contar que os passageiros chegariam ao destino limpos.

No entender da nossa entrevistada, uma eventual reabilitação da via alavancaria o desenvolvimento económico do distrito.

Numa altura em que o país e o mundo lutam para combater a Covid-19, automobilistas e passageiros não têm como cumprir as recomendações do Ministério da Saúde, devido à escassez de transporte. As viaturas sempre  saem das paragens superlotadas.

Augusto Mário, natural de Massinga, e automobilista há mais de 15 anos, conta que a situação é bastante preocupante. Diariamente, é obrigado a levar a sua viatura a um mecânico, para fazer manutenção, facto que tem comprometido a sua receita.

O drama de nascer num local onde falta quase tudo

Outro problema que assola o distrito tem a ver com a falta de serviços sociais básicos, com destaque para escolas, hospitais e água. A maioria das escolas primárias foi construída com base em material precário, com destaque para capim, estacas e barro, e as crianças, na sua maioria, estudam sentadas no chão.

Terminada a 7.ª classe, os alunos são obrigados a percorrer longas distâncias para encontrar pelo menos uma escola secundária ou técnico-profissional, que dista cerca de 10 a 30 km.            

Segundo conta Bento Mavume, pai e encarregado de educação residente no povoado de Mapanzene, muitos pais não têm muitas opções, senão colocar seus filhos a pastar gado, após concluírem a 7ª classe.

“Preferimos mandar os nossos filhos pastar gado, porque não existe outra coisa que possam fazer. As meninas vão à machamba ajudar as mães a cultivar, para garantir o sustento da família. No dia que tivermos uma escola secundária vai ser um alívio, pois assim os nossos filhos terão a chance de se formar, para ter uma perspectiva de vida melhor”, argumentou Bento Mavume.

O Dossiers & Factos escalou as localidades de Mavume e Pululo, para ver de perto a realidade das escolas. Boa parte das infra-estruturas escolares está degradada.

Curiosamente, na EP 1 e 2 de Mapanzene, por exemplo, funciona há alguns metros da célula do Partido FRELIMO, e não oferece nenhuma segurança para os petizes, pois está prestes a ruir. Outro dado curioso é que o director da referida escola é o secretário do bairro.

Aliás, porque não existe tribunal, todos os conflitos da comunidade são resolvidos na célula do Partido FRELIMO, debaixo de uma árvore, e toda a comunidade é obrigada a ter que exaltar o partido do batuque e da maçaroca.

Viajar ao esquecido distrito de Funhalouro, a norte da província de Inhambane, mostra-se um grande desafio, sobretudo durante a época chuvosa, devido ao elevado estado de degradação das duas vias que dão acesso ao distrito.

Segundo fontes ouvidas pela nossa equipa de reportagem, o problema já tem barba branca e é do conhecimento das autoridades governamentais a níveis distrital e provincial, que nada fazem para inverter o cenário. Os troços, em grande parte, estão esburacados e cheios de areal.

Devido à degradação das vias de acesso, as viagens são feitas de forma limitada e por viaturas todo-o-terreno, com destaque para carrinhas de caixa aberta, vulgo “mylove”.

Joana Mabote, residente naquele distrito, diz que com a reabilitação daquela via, muitas coisas iriam mudar, a começar pelo tempo de viagem que reduziria, das actuais quatro horas para uma, sem contar que os passageiros chegariam ao destino limpos.

No entender da nossa entrevistada, uma eventual reabilitação da via alavancaria o desenvolvimento económico do distrito.

Numa altura em que o país e o mundo lutam para combater a Covid-19, automobilistas e passageiros não têm como cumprir as recomendações do Ministério da Saúde, devido à escassez de transporte. As viaturas sempre  saem das paragens superlotadas.

Augusto Mário, natural de Massinga, e automobilista há mais de 15 anos, conta que a situação é bastante preocupante. Diariamente, é obrigado a levar a sua viatura a um mecânico, para fazer manutenção, facto que tem comprometido a sua receita.

O drama de nascer num local onde falta quase tudo

Outro problema que assola o distrito tem a ver com a falta de serviços sociais básicos, com destaque para escolas, hospitais e água. A maioria das escolas primárias foi construída com base em material precário, com destaque para capim, estacas e barro, e as crianças, na sua maioria, estudam sentadas no chão.

Terminada a 7.ª classe, os alunos são obrigados a percorrer longas distâncias para encontrar pelo menos uma escola secundária ou técnico-profissional, que dista cerca de 10 a 30 km.            

Segundo conta Bento Mavume, pai e encarregado de educação residente no povoado de Mapanzene, muitos pais não têm muitas opções, senão colocar seus filhos a pastar gado, após concluírem a 7ª classe.

“Preferimos mandar os nossos filhos pastar gado, porque não existe outra coisa que possam fazer. As meninas vão à machamba ajudar as mães a cultivar, para garantir o sustento da família. No dia que tivermos uma escola secundária vai ser um alívio, pois assim os nossos filhos terão a chance de se formar, para ter uma perspectiva de vida melhor”, argumentou Bento Mavume.

O Dossiers & Factos escalou as localidades de Mavume e Pululo, para ver de perto a realidade das escolas. Boa parte das infra-estruturas escolares está degradada.

Curiosamente, na EP 1 e 2 de Mapanzene, por exemplo, funciona há alguns metros da célula do Partido FRELIMO, e não oferece nenhuma segurança para os petizes, pois está prestes a ruir. Outro dado curioso é que o director da referida escola é o secretário do bairro.

Aliás, porque não existe tribunal, todos os conflitos da comunidade são resolvidos na célula do Partido FRELIMO, debaixo de uma árvore, e toda a comunidade é obrigada a ter que exaltar o partido do batuque e da maçaroca.

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