Autoridades apertam cerco contra exploração ilegal de madeira

Numa altura em que o Ministério da Terra, ambiente e desen- volvimento rural

se encontra a envidar esforços para combater a exploração ilegal dos recursos naturais a nível  nacional,  na  província de inhambane, esta luta pare- ce estar longe de ser vencida. na semana passada, os servi- ços Provinciais de florestas de inhambane apreenderam dois camiões de madeira em toros, explorada ilegalmente.

 

Os camiões foram surpreendi- dos pelos scais, quando transpor- tavam cerca de 20 metros cúbicos de toros de madeira da espécie cha- cate-preto, sem nenhuma licença de exploração, nem guia de trânsi- to, conforme prevê a legislação.

A mesma tinha como desti- no uma serração na localidade de Mapinhane, distrito de Vilankulo, vindo do distrito de Mabote, no in- terior daquela província.

SERNIC ATACA CRIMES CIBERNÉTICOS

Detidos elementos de duas quadrilhas que clonavam cartões

Os  indiciados,  por sinal pro-

n

uma concorrida conferência de im- prensa, na última quinta-feira,       em

Maputo, o serviço de investi- gação Criminal (serniC) fez saber que acaba de desmante- lar duas quadrilhas indiciadas de furto de um valor total de 14 milhões de meticais, atra- vés de crimes cibernéticos. ao

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

prietários dos camiões, negam a sua participação  no crime e jus- ti cam que aqueles meios foram alugados por um indivíduo que só mantinha contacto com eles por via telefónica, para transportar a madeira, mediante o  pagamen- to de um valor não  especi  cado, e não sabiam que a madeira era ilegal.

todo, são 14 pessoas detidas em conexão com esses crimes, cujas identidades não foram reveladas.

 

De acordo com o porta-voz do SERNIC, Leonardo Sibin- de, as duas quadrilhas opera- vam em conexão com alguns funcionários de empresas de telefonia móvel e de alguns

“Estou aqui detido pela Po- lícia por ter aceitado transportar aquela madeira. Não sabia que a mesma era ilegal, porque alguém (cliente) me ligou a pedir para que ajudasse a transportar a madeira, e eu acabei aceitando, porquequeria dinheiro”, disse um dos indiciados. Segundo o porta-voz da Polí-

cia  da República  de Moçambique

bancos comerciais, os quais forneciam informações sigilo- sas sobre a situação financeira dos clientes.

Com base nessas informa- ções, clonavam cartões e ligavam para os clientes pedindo infor- mações das contas bancárias das vítimas, fazendo-se passar por funcionários de instituições bancárias.

(PRM) em Inhambane, Simião Machava, não há dúvidas de que os dois cidadãos, ora a contas com as autoridades policiais, fazem parte de uma quadrilha que se dedica a este tipo de actividade, há bastante tempo.

A sua neutralização, segundo ele, foi resultado de um trabalho coordenado entre a Polícia e os

O primeiro grupo, compos- to por 10 elementos, funcionava nas províncias de Maputo, Tete e Gaza, e o segundo, que integrava quatro pessoas, actuava na capi- tal moçambicana.

A operação policial resultou na recuperação de 33 mil meti- cais (470 euros) e na apreensão de vários cartões bancários clo- nados, além do material infor-

Serviços Florestais da Província de Inhambane. O caso já foi encami- nhado ao Tribunal para os passos subsequentes.

A madeira apreendida equivale a mais de um milhão de meticais e a PRM, em Inhambane, diz quevai apertar o cerco, com vista a comba- ter este tipo de crime.

Machava explicou ainda que a exploração ilegal de madeira é um crime punido nos termos da lei, e adverte que qualquer cidadão que pretenda explorar a madeira deve estar devidamente licenciado pelas entidades competentes e cumprir com todas as orientações.

“A exploração ilegal dos recur- sos naturais ainda continua a ser um dos grandes desa os das auto- ridades policiais, e o crime, muita vezes, é praticado por pessoas que vivem na comunidade eque depois vão bene ciar estrangeiros, por isso é necessário que a população também colabore com as autori- dades policiais, denunciando qual- quer tipo de crime”, concluiu. (a. Chirute)

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