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Desporto

Burkina (em) Fa(l)so

No jogo de abertura de um Campeonato Nacional das Nações (CAN) cuja realização chegou a estar em dúvidas, nunca houve dúvidas da superioridade dos Camarões, pese-embora a falta de convicção De Onana tivesse colocado Burkina Faso na liderança logo aos 22 minutos.

Numa das raras incursões dos “garanhões”, assistiu -se a um festival de cruzamentos, com o último a acabar por ser desviado por Sangare para as malhas do agora jogador do Inter De Milão, Andre Onana. A assistência foi De Bertrand Traore, que, instantes antes, vira um defensor “tirar-lhe” um golo que, nas gargantas dos burquinabês, era já um dado adquirido.

O golo da selecção do Burquina Faso surgiu numa altura em que os “leões indomáveis” começavam a consolidar o seu domínio, depois de uma pequena mexida táctica que pôs os homens da zona nelvrálgica do terreno – o meio campo – finalmente em jogo.

Foi com o recuo de Oum Gwet que António Conceição conseguiu colocar os médios centros de frente para o jogo e criar combinações interessantes pelo meio. Antes disso, eram abafados pela superioridade numérica do adversário, que puxava o avançado Tabsoba para a primeira linha se pressão.

Por essas alturas, os Camarões só conseguiam aproximações perigosas quando encontravam o lateral direito C.Fai em zona subida. Foi assim aos sete minutos, quando este meteu a bola em Aboubakar, que recebe em suplesse, tira um adversário do caminho e falha o alvo por pouco.

Apesar da ascenção sobre o adversário, os anfitriões precisaram da ajuda dos burquinabês para chegarem ao golo. Em dois momentos de imprudência, primeiro aos 36 minutos e depois aos 45, Traore e Dayo ofereceram duas grandes penalidades a Vicent Aboubakar, que as converteu com classe. 2-1 ao intervalo.

Na etapa complementar, o resultado manteve-se inalterado, mas o jogo mudou substantialmente, com o rigor táctico a dar lugar a uma peleja partida, fruto da combinação de dois factores – maior ambição do Burkina Faso e recuo estratégico dos Camarões.

A estratégia de António Conceição funcionou e podia ter resultado em golos, tivessem sido mais assertivos os seus pupilos. Aos 57, num lance de 3 contra 2, Aboubakar faz tudo certo, mas falha no timing do passe de morte, permitindo que Ngamaleu fosse apanhado em fora-de-jogo.

Anguissa e Aboubakar voltariam a ter outras oportunidades, aos 70 e 76 minutos respectivamente, sempre na sequência de contra-ataques rápidos, depois das várias perdas de bola no ataque burquinabê.

A equipa de Firmin Sanou foi um deserto de ideias, e a insistente canalização do jogo no lado direito mostrava uma fé excessiva nos desequílibrios individuais de um desinspirado Bertrand Traoré, sempre muito bem vigiado.

Foi um Burkina em falso, penalizado pela pobreza táctica e pela imprudência na abordagem defensiva dos lances, num jogo que também fica marcado pela estreia da tecnologia do vídeo-árbrito na principal prova de selecções em África. Amad Canda

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