Camponesas beneficiam de Formação extensiva em Agroecologia

 

A Livaningo e a FOMMUR organizaram recentemente, nos distritos de Ribaué e Malema, província de Nampula, uma formação extensiva em Agroecologia. A capacitação foi promovida no âmbito do projecto “Ampliando a Soberania Alimentar das Mulheres Rurais com Recurso a Agroecologia”, beneficiou cerca de 60 mulheres, vindas de 12 associações de mulheres rurais.

 Vários foram os tópicos abordados nesta formação, nomeadamente, o conceito de Agroecologia, importância, problemas comuns que as mulheres têm enfrentado nas suas machambas (pragas, espaçamento entre as culturas a quando a produção de suas culturas).

O tema mais destacado na formação foi o fraco desenvolvimento das culturas e as pragas que influenciam na sua produção. Nestes pontos foi explicado qual é o factor que contribui para o fraco desenvolvimento de suas culturas e que medidas podem ser tomadas para prevenção de pragas e doenças.

Segundo Marla Abigail, técnica da Livaningo, a agricultura orgânica apresenta-se como um mercado inovador, principalmente para o agricultor familiar, em decorrência á baixa dependência por insumos externos, aumento da renda para o agricultor e por propiciar a conservação dos recursos naturais visando uma união entre as famílias camponesas, deixando as famílias mais autónomas, menos dependentes de insumos das lojas, dos mercados, evitando também o uso de adubos orgânicos para consequentemente obterem rendimentos de diferentes culturas e melhorar qualidade de vida das mesmas.

Carminda Da Chita, camponesa do distrito de Malema, localidade de Mutuali, disse que a capacitação trouxe mais-valia, uma vez que, “aprendi muito sobre preparação de adubos, aproveitei muito com a capacitação, pois gastávamos muito com repelentes e agora a vida da minha comunidade poderá mudar. Prometo melhorar, porque já sei como recuperar os solos”.

Cesaltina Baptista disse que foi muito bom participar, pois não fazia ideia do que é Agroecologia e já percebeu que tem menos custos, assim como preparação de repelentes. “Saio daqui ciente de como preparar o solo e conservar os alimentos. E também sinto me pronta para sair daqui e ir ensinar as minhas companheiras sobre tudo que aprendi”. Florinda Sintoco e Helena Namauli também partilham da mesma opinião das suas companheiras, que a formação foi benéfica e aprenderam a poupar mais os recursos.

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