Cancro do colo do útero é o terceiro que mais afecta mulheres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o cancro do colo do útero afecta 32 por cento do total das mulheres pacientes de cancro, em Moçambique. Dados do Ministério da Saúde (MISAU) indicam que, em cada 100 mulheres rastreadas, 10 foram positivas para lesões iniciais, um número bastante significativo para a saúde de um país constituído maioritariamente pela população feminina.

O cancro do colo do útero é um tipo de tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, região em que ele se conecta com a vagina, e que se abre para a saída do bebé ao final da gravidez.

O Instituto Nacional do Cancro do Brasil (Inca) acaba de publicar um estudo que indica que o cancro do colo do útero é o terceiro mais incidente na população feminina, atrás apenas do cancro da mama e do cancro colorretal.

No entanto, hoje, o diagnóstico é feito muito mais precocemente. Na década de 1990, 70 por cento dos casos eram diagnosticados em sua forma mais avançada. Já, nos dias actuais, 44 por cento são identificados na lesão precursora.

Os cancros de colo de útero normalmente são de dois tipos: Carcinomas de células escamosas, que ocorrem na maioria dos casos e normalmente são ocasionados pela presença do vírus HPV; e os Adenocarcinomas, que são cancros de colo de útero menos comuns, mas que também podem aparecer.

Em algumas ocasiões, os dois tipos de células cancerígenas podem estar envolvidos em um só caso de cancro do colo do útero.

Factores de risco para cancro do colo do útero

Entre os principais factores de risco de cancro do colo do útero consta o início precoce da vida sexual, que aumenta o risco de ter HPV (Human Papiloma Virus) e a existência de grande quantidade de parceiros sexuais.

A presença de outras DTS, como gonorreia, sífilis, clamídia ou HIV aumentam o risco do HPV, como também o sistema imunológico mais fraco, principalmente em pessoas que têm alguma condição de saúde que interfere em sua imunidade, faz com que o HPV tenha mais chances de se manifestar

O tabagismo, uso prolongado de pílula anticoncepcional, histórico de três ou mais gestações, uso de DIU, histórico familiar de cancro do colo do útero, excesso de peso e baixo consumo de frutas e vegetais são factores que podem aumentar a incidência de carcinoma de células escamosas

Sintomas de cancro de colo do útero

O cancro do colo do útero inicial ou mesmo o pré-cancro não costuma apresentar sintomas e é somente detectado pelos exames de rotina femininos.

Os casos mais avançados de cancro no colo do útero costumam causar sangramento vaginal, seja durante a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa, corrimento vaginal anormal e com coloração e odores diferentes do normal, dor na pelve ou durante a relação sexual.

Casos ainda mais avançados podem apresentar sintomas como anemia, devido ao sangramento anormal, dores nas pernas ou nas costas, problemas urinários ou intestinais, perda de peso não intencional.

As opções de tratamento para o cancro do colo do útero variam conforme o estado do tumor, podendo ser por via de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia.

Prevenção do cancro do colo do útero

A melhor forma de prevenir o cancro do colo do útero está na prevenção da infecção por HPV. A medida preventiva mais preconizada para o HPV é o uso de camisinha. A maior parte das transmissões desse vírus são sexuais e ao impedir o contacto da pele entre os parceiros, a camisinha é uma das melhores formas de prevenir o problema.

De acordo com a literatura científica, as vacinas contra o HPV previnem aproximadamente 70% dos casos de cancro do colo do útero, aqueles causados pelos HPV 16 e 18. Isso não elimina, porém, há necessidade de as mulheres passarem por consultas de rotina ao ginecologista para a realização de exames preventivos.

Seguir com os exames ginecológicos de rotina após o início da vida sexual também é importante, pois eles permitem uma detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e do cancro em si, o que proporciona uma melhor chance de recuperação.

Além disso, existem algumas medidas que ajudam a reduzir o risco de ter cancro do colo do útero, como não fumar e praticar sexo seguro. minhavida.com.br

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