Conselho Constitucional corrige erro induzido pelo “copy e paste” dos dados da CNE

 

O Conselho Constitucional (CC) corrigiu, num novo acórdão, os resultados da votação de 15 Outubro no país, o que dá ao candidato da Frelimo mais 131.623 votos referente à diáspora que tinham sido excluídos.

De acordo com a primeira versão do acórdão, o candidato presidencial da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Filipe Nyusi, ganhou com 4.507.549 dos votos, que eram, no entanto, referentes apenas a Moçambique, excluindo os votos da diáspora, constatou a Lusa.

Na nova versão corrigida, publicada com a mesma data do documento anterior, o número de votos de Filipe Nyusi passa para 4.639.172, elevando-se também a percentagem de participantes no escrutínio, que passa de 50,74% para 51,84% nas presidenciais.

Apesar dos dados referentes ao escrutínio presidencial terem sido corrigidos na nova versão, no que toca às eleições legislativas, o mesmo erro permanece, embora sem alterar a vitória expressiva do partido no poder nem a composição no parlamento, já que a Frelimo venceu na diáspora, que elege um deputado.

A anomalia nos dados foi denunciada pelo Centro de Integridade Pública (CIP) e pela Agência de Informação de Moçambique.

Os resultados eleitorais do escrutínio de 15 de Outubro em Moçambique deram larga vantagem à Frelimo, partido no poder, cujo candidato, Filipe Nyusi, foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como Presidente, com 73% dos votos.

Em segundo lugar ficou Ossufo Momade, candidato da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), com 21,88%, e em terceiro Daviz Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com 4,38%.

Para o parlamento, a Frelimo conseguiu eleger 184 dos 250 deputados, ou seja, 73,6% dos lugares, cabendo 60 (24%) à Renamo e seis assentos (2,4%) ao MDM, anunciou a Comissão Nacional de Eleições.

A Renamo, principal partido na oposição, e o MDM, terceira força parlamentar, não aceitam os resultados já promulgados pelo Conselho Constitucional, considerando que o escrutínio foi marcado por graves irregularidades. Lusa

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