Credit Suisse deve indemnizar Moçambique

 

O Fórum para Monitoria do Orçamento (FMO) diz que é hora de o Credit Suisse indemnizar Moçambique pelos danos socioeconómicos ao seu povo decorrentes do esquema financeiro perpetuado por alguns funcionários seniores daquele banco suíço em parceria com altos dirigentes do Governo, com Manuel Chang à cabeça, que de forma ilegal e fraudulenta contrariaram um empréstimo em nome do país que não só aumentou os níveis de insustentabilidade da dívida pública como também não trouxe nenhum benéfico para o crescimento e desenvolvimento económico de Moçambique.

 O posicionamento do FMO surge na sequência de no dia 24 de Julho, a Bloomberg, agência norte-americana especializada em informação financeira, ter notificado que o Goldman Sachs Group Inc (Goldman Sachs) selou um acordo de 3.9 mil milhões de dólares americanos com a Malásia para pôr fim ao escândalo financeiro relacionado com o Malaysia Development Bhd que durava há quase uma década e que teve repercussões financeiras negativas na Ásia, nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa.

Segundo as autoridades malaias, grande parte dos cerca de 6.5 mil milhões de dólares arrecadados pelo Goldman Sachs, entre 2012 e 2013, em nome do MBD foram supostamente desviados por pessoas ligadas ao ex-Primeiro ministro daquele país asiático.

O grupo do banco de investimento do Goldman Sachs arrecadou 600 milhões de dólares extraordinariamente altos com a venda de títulos na bolsa de Wall Street. Segundo o Ministério das Finanças da Malásia, este acordo, que representa o reconhecimento do Goldman Sachs pela má conduta de dois de ex-colaboradores na maior fraude e corrupção da história da Malásia, inclui um pagamento de 2.5 mil milhões à Malásia para que as suas autoridades encerrem as investigações sobre o papel daquele banco americano no esquema financeiro para saquear o fundo de investimento de MDB daquele país asiático.

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