Crédito do BNI para Covid-19 superior as necessidades das empresas

 

As necessidades das empresas para se financiarem através das linhas de crédito Covid-19, geridas pelo Banco Nacional de Investimento (BNI), ultrapassaram os 600%, atingindo 11,1 mil milhões de meticais, contra os 1.6 mil milhões existentes.  

O pacote de financiamento do BNI, estabelecido para financiar as empresas face aos impactos da Covid-19, distribui-se em mil milhões, alocados pelo Orçamento de Estado, e 600 milhões pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

No total, foram apresentadas ao banco 1 058 propostas, sendo 585 da zona sul, 293 (centro) e 180 (norte). Na zona sul, as propostas aprovadas representam 18% das recebidas, enquanto na região centro 24% e no norte 26%. As propostas aprovadas correspondem 21% das recebidas.

Dos 1.6 mil milhões de meticais, mais de metade já foram repassados às empresas titulares das propostas seleccionadas. O presidente da Comissão Executiva do BNI, Tomás Matola, explicou que a alegada demora na atribuição do crédito deve-se à organização documental das empresas e ao rigor bancário imposto em operações do género.

“Vocês todos estão lembrados das experiências mal sucedidas no sistema financeiro nacional. Não queremos repetir a história, até porque trata-se de fundos alheios ao banco, nomeadamente fundos públicos, através do Orçamento do Estado, e do Instituto Nacional de Segurança Social. Um requisito imprescindível na contratação dos crédito é a apresentação de garantias, o que nos conforta. Quanto aos atrasos nos créditos, temos a dizer que todas as propostas foram aprovadas e estamos à espera de documentação das empresas para as transferências”, realçou em conferência de imprensa.   

Em termos gerais, o sector do comércio lidera as propostas aprovadas, seguida da avicultura/pecuária, turismo e a indústria transformadora alimentar. Considerando as regiões do país, o padrão varia sendo que na zona sul lidera a avicultura/pecuária com 25%, seguida do comércio, turismo e educação com respectivamente 17%, 13% e 9%. A zona centro, por seu turno, é liderada pelo comércio com 37%, seguido pela indústria transformadora alimentar, agricultura e turismo com respectivamente 16%, 11 e 6%.

As linhas de crédito em alusão foram lançadas no dia 01 de Julho passado como uma das medidas de mitigação dos impactos da COVID-19.

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