Crianças deslocadas devido a cheia terão tratamento especial

Governo em coordenação com INGC vai alocar livros nos centros de acolhimento

 

Numa altura em que as regiões Centro e Norte do país continuam a registar chuvas intensas, que estão a causar inundações nalguns pontos, situação que pode prevalecer até Março, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) garante que já estão criadas as condições para o arranque das aulas a 31 de Janeiro do ano em curso, e para assegurar que nenhuma criança fique de fora, já há um plano em manga, em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), para estabelecimento de turmas transitórias e distribuição de livro e outro material escolar nos centros de acolhimento.

Texto: Arão Nualane

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) escolheu a Escola Secundária de Chiconono, Distrito de Muembe, Província de Niassa, como palco das cerimónias centrais de abertura oficial do ano lectivo 2020, no próximo dia 31 de Janeiro, segundo deu a conhecer Ismael Nheze, porta-voz do MINEDH e director do Instituto Nacional de Desenvolvimento de Educação (INDE).

Neste momento decorre a fase preparatória, estando em curso o processo de distribuição de livros e todo material escolar em todo o país. Até a primeira semana de Janeiro, já haviam sido alocados mais de 13 milhões de livros, correspondentes a 70,52% da encomenda.

A chuva que se regista sobretudo na região centro e norte do país, chegou a ameaçar o processo, mas Nheze acredita que nenhuma escola ficará sem material até a data do arranque oficial das aulas.

E porque muitas crianças encontram-se deslocadas e espalhadas por diversos centros de acolhimento, o MINEDH garante ter preparado, em coordenação com o INGC,  condições para distribuição do livro e outro material escolar nas escolas próximas dos centros de acomodação, para garantir que nenhuma criança fique sem estudar.

“Para responder os desafios de alunos deslocados, provocado por intempéries e por razões adversas, o MINEDH preparou materiais para levar à escola, junto dos lugares de acolhimentos, em parceria com o INGC. Foram adquiridos livros e outros materiais para facilitar o processo de ensino e aprendizagem”, garantiu.

No que concerne ao material escolar, o nosso interlocutor disse que o Ministério da Educação adquiriu mais de 18.455.200 livros para o ensino primário, sendo que 18.129.600 são destinados aos alunos da primeira à sétima classe, 162.600 serão para os professores e 163 mil guiões, bem como a contratação de 12.894 novos professores.

De referir também que Nheze considera que o ano lectivo 2020, prestes a iniciar, coincide com o primeiro ano de governação para o próximo quinquénio, que será marcado pela implementação da Lei número 18/2018 de Dezembro, que apresenta inovações.

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