CTA exige explicações sobre exclusão do Standard Bank do MIC

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz-se “chocada” com a medida do Banco de Moçambique de interditar o Standard Bank de participar de todas as transações do Mercado Internacional Cambial (MIC). Em entrevista exclusiva ao Dossiers & Factos, o director executivo do CTA, Eduardo Sengo, exigiu que o Banco Central explicasse sua decisão.

A decisão de suspender o Standard Bank do mercado cambial, anunciada na última quarta-feira (23 de Junho) pelo Banco de Moçambique, foi um “balde de água fria” para o sector empresarial, principalmente para as empresas que realizam transacções de moeda externa através daquele banco. Quem assim o diz é o director executivo da CTA, em entrevista exclusiva ao Dossiers & Factos.

Sengo disse, aquele organismo vai exigir explicações junto do Banco Central, até porque o comunicado ontem emitido é vago, na medida em que não menciona as razões da penalização.

Questionado sobre o alcance da decisão, Sengo explicou que, numa primeira fase, não vai afectar os clientes singulares, pois não participam do MIC. “O facto do Standard Bank já não poder se financiar ou adquirir moeda estrangeira no MIC faz com que a sua fonte de moeda estrangeira para atender às necessidades dos seus clientes esteja limitada apenas às receitas de exploração e à compra de divisas junto ao público”, esclareceu, salientando que tal situação pode, à posterior “deteriorar a robustez do banco, afectando a sua liquidez e a sua capacidade de resposta às necessidades dos seus clientes”.

O responsável acrescentou, no entanto, que a dura medida do Banco de Moçambique cria incerteza no seio da comunidade empresarial e afecta a formação de expectativas bem como as decisões de consumo e investimento.

O Standard Bank é o detentor da maior quota de reservas em moeda estrangeira no país. D&F

 

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