Deputado da Frelimo acusa seus pares da Renamo de financiar a Junta Militar

Trata-se de Zezinho Ricardo José, que assumiu este posicionamento esta quinta-feira, 29 de abril, intervindo na Assembleia da República, na sessão onde a Procuradora-geral da República apresentou o informe anual sobre a situação geral de administração da justiça no país.
No seu entendimento, os deputados em causa, ameaçam a soberania do país desde 1976, ano em que iniciou a guerra dos 16 anos entre a Renamo e o Governo. “Soberania esta, atacada desde 1976 por alguns moçambicanos sentados nesta magna casa, que matam, decapitam, roubam gado, queimam bens públicos e privados, saqueiam bens da população inocente, colocando até os seus próprios filhos sem acesso a educação e saúde, uns dos direitos fundamentais das crianças”, acusou Zezinho José, para depois afirmar que “alguns destes senhores são oriundos e nativos das zonas em conflito como é o caso dos senhores Hermínio Morais, Elias Dlakama, Alfredo Magomisse e companhia, bandidos, (…) já amnistiados mas que continuam a financiar a sua junta militar”.
Na ocasião, o parlamentar a PGR e flexibilizar os processos ligados ao financiamento da Junta Militar e apontou alguns nomes de deputados da Renamo, supostamente envolvidos com o grupo liderado por Mariano Nhongo. “Solicitamos a Procuradoria de modo a flexibilizar os processos inerentes aos financiadores do senhor Mariano Nhongo, na medida em que já temos alguns nomes como é o caso dos senhores António Muchanga, Elias Dlakama e outros com processo na justiça”.
Ainda na sua intervenção, questionou a PGR se a Renamo teria submetido algum processo a denunciar “o uso ilícito do nome deste partido pela junta militar do Mariano Nhongo”. Pois, segundo explica, a Renamo aqui (no parlamento) representada, por várias vezes, distanciou-se de qualquer ligação com esta.

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