Dia Mundial da Luta Contra a Droga: “Conhecer o mal do uso de drogas é cuidar da vida”

 

Celebra-se amanhã, 26 de Junho, em todo o mundo o, o Dia Internacional de Luta Contra o Tráfico e Consumo Ilícitos de Drogas. Neste dia, a nível mundial, serão realizadas campanhas de reflexão sobre as causas e consequências do consumo e tráfico ilícitos de drogas, assim como, sobre as melhores formas para a prevenção e combate ao narcotráfico e toxicodependência.

O GCPCD tem vindo a registar com grande preocupação o aumento de casos de consumo de drogas, entre a população jovem moçambicana, particularmente, entre 2019 e 2018.

E, para inverter este quadro sombrio que afecta, em particular, a população economicamente activa desta Pérola do Índico, o Governo tem vindo a empreender esforços incomensuráveis no segmento da prevenção primária (educativa) que, em 2019, culminou com a realização de 16. 681 Palestras para a difusão de mensagens educativas anti-droga, contra 10. 616 Palestras proferidas no ano de 2018, o que significa um incremento em 53,13% de palestras educativas.

Na vertente da prevenção secundária, ou seja (tratamento), em 2019, foram registados 9.065 casos de pacientes com problemas associados ao consumo de substâncias psico-activas, nas unidades sanitárias do nosso país, contra 6.720 registados em 2018, resultando assim, num aumento em 34,95%.

No mesmo período, o maior número de pacientes com problemas associados ao consumo de substâncias psico-activas foi registado na Cidade e Província de Maputo, com 3.318 e 1.474 pacientes, respectivamente.

O álcool, a cannabis sativa – vulgo suruma, o tabaco, as opióides, os solventes e voláteis, a cocaína, a heroína, os sedativos, dentre outros estimulantes estão entre as substâncias psico-activas mais consumidas pelos pacientes, assistidos nas nossas unidades sanitárias, entre 2018 e 2019.

Em 2018 foram apreendidas cerca de 5.3 toneladas de cannabis sativa, em todo o País, com as maiores apreensões, no que tange ao tráfico ilícito de drogas, a serem registadas nomeadamente, nas províncias de Tete, Nampula e Cabo Delgado, contra 2.7 toneladas apreendidas o ano passado – o que representou uma redução na ordem de 48.46 por cento.

Entretanto, foi ainda em 2019 que se registou a apreensão de 232 quilos de heroína, esta quantidade, considerada a maior apreensão dos últimos 10 anos, em Moçambique.

O ano o passado foram ainda apreendidos 307 quilos de Metanfetamina e cerca de 20 quilos de cocaína, contra 155 quilos apreendidos em 2018.

E é com elevada preocupação que o Gabinete Central de prevenção e Combate à Droga vê Moçambique na lista de países tidos como um dos corredores de drogas, na região da África Subsariana.

Celebra-se amanhã, 26 de Junho, em todo o mundo o, o Dia Internacional de Luta Contra o Tráfico e Consumo Ilícitos de Drogas.

Trata-se de uma data que foi estabelecida em 1987, pela Resolução Nº. 42/112 da Assembleia Geral das Nações Unidas, com vista a implementar a recomendação da Conferência Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícitos de Drogas. 

No nosso país, diversas instituições governamentais e ONG’s anti-drogas têm desenvolvido esforços visando intensificar a prevenção, o tratamento dos toxicodependentes, a sua reinserção social e a repressão ao narcotráfico.

Neste âmbito e no contexto das medidas de prevenção da pandemia da Covid-19, Moçambique vai assinalar, este ano, a efeméride, sob o lema: “Conhecer o mal do uso de drogas é cuidar da vida” – “Previna-se das Drogas e da Covid-19!”.

Com efeito, os Gabinetes Provinciais de Prevenção e Combate à Droga (GPPCD’s), com o recurso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação irão desenvolver programas relativos às celebrações do Dia Internacional de Luta Contra a Droga, com o envolvimento das instituições do Estado, activistas e ONG’s anti-drogas, estudantes, grupos juvenis, líderes comunitários e religiosos, assim como a sociedade civil em geral.

Este ano, as celebrações da data irão consistir na realização de várias actividades, havendo a destacar; palestras, debates, entre outras realizações a serem levadas a cabo com o recurso dos órgãos de comunicação social e das redes sociais. As mensagens de fundo vão incidir sobre os ganhos individuais e comunitários, na abstenção do uso e consumo de drogas.

 

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