Dívidas ocultas: Jean Boustany diz se disponível para ser ouvido

O negociador da Privinvest, Jean Boutany, diz estar disponível para ser ouvido pelo juiz Efigênio Baptista no âmbito do julgamento do caso “dívidas ocultas”, que decorre desde o dia 23 de Agosto no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, vulgo B.O.

“Estou disposto e pronto para comparecer perante vossa excelência juiz Efigénio José Baptista, assim que possível por videoconferência”, diz o libanês, através de um comunicado de imprensa. Boustany acrescenta que “o meu testemunho (e de Vossa Excelência Presidente Filipe Nyusi) é crucial aos interesses de uma justiça transparente e justa”.

Igualmente, aproveita o ensejo para atacar a Procuradoria-Geral da República (PGR), que, na sua opinião, tem “motivações políticas desde 2015”. Para sustentar a sua tese, lembra que teve uma “absolvição unânime” na Corte Federal dos Estados Unidos em Nova Iorque. A posição do libanês coincide com a da família Guebuza. Curiosamente, um dos advogados da família do ex-Presidente da República, Alexandre Chivale, esteve recentemente no Líbano e manteve encontro com Jean Bosutany, tendo sido também ele a solicitar que o libanês fosse ouvido.

O negociador da Privinvest, que é acusado de ter distribuído cerca de 200 milhões de dólares em subornos por figuras de Moçambique, também corrige algumas informações que são veiculadas a seu respeito. Primeiro, diz nunca ter afirmado, em sede do julgamento nos Estados Unidos da América, ter corrompido moçambicanos ou autoridades moçambicanas.

O segundo esclarecimento é destinado a PGR, que o descreve como cidadão “franco-libanês”. Boustany refere que é libanês, mas “não possuo nacionalidade francesa”. D&F

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