DONATIVOS PÓS-CICLONES: CIP diz que o Governo não é transparente na prestação de contas

O Centro de Integridade Pública (CIP) diz que até hoje, pelo menos publicamente, não se conhece o desfecho do processo de prestação de contas sobre a ajuda recebida no âmbito dos ciclones Kenneth e Idai.

O CIP afirma que se sabe apenas que a firma KPMG Auditoria e Consultores foi contratada pelo Governo para realizar a auditoria na sua primeira fase, sendo que o mesmo Governo anunciou uma segunda fase, sendo que, neste mesmo período, publicou-se, também, uma lista de bens e dos fundos doados/arrecadados.

Citando o antigo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Osvaldo Machatine, o CIP dá conta de que a publicação destes dados surgiu por determinação do titular do poder executivo, Filipe Nyusi. No entanto, não foi feita menção da forma como os fundos foram aplicados, sendo que este facto não contribuiu para uma total transparência do processo de prestação de contas.

Neste prisma, no entender do CIP, é preciso encontrar entes idóneos na sociedade para auxiliarem nos processos de controlo da gestão dos fundos e bens, tanto os de natureza material como, e, principalmente, os recursos financeiros, vis-à-vis a forma como os gastos são realizados, uma vez que, em matérias de ocorrência de desastres naturais de efeitos catastróficos, o país tem sido ciclicamente assolado e, uma boa gestão dos bens para fazer face aos mesmos poderá favorecer a obtenção de apoios em casos futuros.

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