Eloise agiganta-se e deixa rastro de destruição

Assim acordou a cidade da Beira

 

Esperava-se que não passasse de uma tempestade tropical severa, mas eloise transformou-se em ciclone e causou estragos acima daquilo que seria espectável. Da cidade da Beira, Zambézia e Inhambane chegavam imagens que ilustravam os danos provocados pelo ciclone. Várias infraestruturas não resistiram à chuva e ao vento, que chegou a atingir 150km/h. Até a manhã de sábado (23) não havia informações oficiais sobre o impacto do fenómeno, muito menos sobre possíveis vítimas humanas.

 Texto: Amad Canda

Ao longo de toda a semana passada, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) foi emitindo comunicados e realizando conferências de imprensa alertando para a aproximação de um fenómeno que ficou conhecido como eloise. Inicialmente, era descrito como depressão tropical, tendo depois evoluído para tempestade tropical severa, estágio de que não se esperava que passasse.

A verdade é que quando faltavam poucas horas para chegar a costa moçambicana, o fenómeno transformou-se em ciclone e devastou diversas infraestruturas nas províncias de Inhambane, Sofala e Zambézia. Até a manhã de sábado, ainda não havia dados oficiais sobre eventuais vítimas humanas.

Postes e outoors tombam e condicionam o transito

 

Outra vez Beira

Na martirizada cidade da Beira, capital da província de Sofala e segunda na hierarquia das cidades moçambicanas (só atrás de Maputo), as imagens, na manhã de sábado, eram elucidativas da força do ciclone. Pudera, as chuvas, acompanhadas por trovoadas, ultrapassaram 200 mm em 24horas. A isso adicionaram-se ventos fortes de 150 Km por hora e rajadas de 170 Km por hora.

A cidade estava completamente inundada, várias casas ficaram total ou parcialmente destruídas, acontecendo o mesmo a outras infraestruturas públicas e privadas, tais são os casos de semáforos, postes de energia elétrica, entre outras. A falta de corrente eléctrica em consequência da chuva e dos fortes ventos que se abateram sobre a região comprometeu as comunicações, dificultando o rápido levantamento dos prejuízos.

Apesar de ter tido maior impacto na Beira, o ciclone eloise visou outros distritos da província de Sofala. A travessia sobre a ponte provisória sobre o rio Save – que liga as regiões sul e centro do país – teve de ser interrompida em virtude do transbordo daquele curso.

Num espaço de menos de dois anos, este é o segundo ciclone que se abate sobre a cidade da Beira, depois do Idai em 2019. Pelo meio, ainda tivemos a recente tempestade tropical Chalane, que dizimou seis pessoas.

 

Dezenas de casas ficaram destruidas em Vilankulo

 

Desalojadas 17 famílias em Vilankulo

Em Inhambane, concretamente no distrito de Vilankulo, 17 famílias viram suas casas destruídas pelo ciclone eloise. A informação foi dada pelo administrador do distrito, Edmundo Galiza Matos Júnior, através da sua página na rede social facebook.

Galiza Matos adiantou que “de imediato, procurou-se acomodação na Escola de Mahaque assim como respectiva assistência”. Para além da destruição de infraestruturas, o dirigente daquela vila turística reportou a perda de cerca de 10 hectares de diferentes culturas, nomeadamente batata-doce, milho, amendoim, tomate e repolho.

 

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