Empresário e filantropo Rizwan Adatia continua em parte incerta

Continua em parte incerta o empresário e filantropo, de nacionalidade indiana, Rizwan Adatia, que foi raptado há mais de uma semana, na província de Maputo. A Polícia da República de Moçambique (PRM) continua sem rastro dos malfeitores, numa altura em que cresce a onda de indignação na esfera pública. Rizwan Adatia é um dos mais influentes filantropos do país e patrono da Rizwan Adatia Foundation, que já beneficiou milhares de pessoas em África e na Ásia.

Adatia foi raptado no passado dia 30 de Abril, por volta das 15:00 horas, na Matola, na altura, quando saía de um dos seus estabelecimentos comerciais, e até ao fecho desta edição, a Polícia continuava sem pistas, e vincando a ideia de que os raptores ainda não fizeram contacto para pedido de resgate.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) avançou que o rapto foi protagonizado por quatro indivíduos ainda não identificados. Os raptores estavam equipados com uma arma do tipo pistola, e forçaram a vítima a seguir viagem numa outra viatura para parte incerta.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Maputo garante que está a desencadear um trabalho operativo para esclarecer o caso do rapto do patrono da Fundação Rizwan Adatia.

De nacionalidade indiana, Rizwan Adatia nasceu numa família humilde, e através de seu esforço e dedicação, firmou-se como um homem forte nos negócios na Ásia e em África, e mais tarde criou uma fundação que leva o seu nome e tem apoiado muitos moçambicanos.

Actuando em Moçambique desde 2015, nas áreas da saúde, saneamento, formação e outras acções, a Fundação Rizwan Adatia já atingiu milhares de moçambicanos. Entre as suas acções, consta a distribuição de kits escolares para mais de 18 mil beneficiários, campanha de cirurgia ocular com incidência para a remoção da catarata, que já beneficiou mais de 2850 moçambicanos.

Ainda na área da saúde, aquela fundação devolveu a esperança de milhares de moçambicanos, incluindo crianças, com campanhas de tratamento e distribuição de aparelhos auditivos, que permitiram que perto de 900 pessoas tivessem a oportunidade de ouvir ou voltar a ouvir. 

Igualmente, Rizwan Adatia, através da sua fundação, lançou um projecto de furos de água nas comunidades, que beneficia mais de 50 mil pessoas, para além de um projecto de micro-finanças que beneficia mais de 2400 pessoas.

Uma das suas principais marcas têm sido as feiras de saúde, que já escalaram várias províncias do país, impactando directamente na melhoria da qualidade de vida de mais de 13 mil pessoas, pois se beneficiaram de tratamentos em serviços que quase que nunca chegam às comunidades.

Aquando do ciclone Idai, foi uma das instituições que mais se destacou no apoio aos necessitados, distribuindo kits alimentares e outros tipos de apoio a milhares de pessoas afectadas.

Na província de Maputo, a fundação tem um centro de formação vocacional que beneficia mais de cinco mil pessoas da cidade da Matola, tendo apoiado alguns dos beneficiários através da aquisição e distribuição de mais de 600 máquinas de costura, o que transformou a vida de muitas famílias.

Ainda no sector da Educação, aquela fundação construiu um total de oito escolas de vários níveis e dois centros ECD que beneficiam milhares de crianças e jovens. Aliás, a fundação tem um enfoque na saúde da rapariga, tendo já assistido mais de 17 mil com kits de higiene menstrual.

Esta é parte das acções que estão a ser levadas a cabo pela fundação, que já trouxe, inclusive, vários médicos especialistas ao país para ajudar não só a pessoas singulares, mas também ao Estado.

Campanha queremos Sr. Rizwan Adatia de volta ganha mais adeptos  

Desde que foi raptado, várias pessoas um pouco por todo país, particularmente aqueles que conhecem os seus feitos, têm vindo a demonstrar, através das redes sociais e outros canais, a sua solidariedade para com Rizwan Adatia e sua família.

A frase “queremos Sr. Rizwan Adatia de volta” é uma das mais repetidas nos últimos dias, como clamor para que um dos seus benfeitores seja colocado em liberdade. 

O Governo tem que trabalhar no sentido de resgatar o patrono da fundação, para que mais moçambicanos possam beneficiar-se do trabalho que esta fundação tem vindo a desenvolver”, disse Maria André, uma das beneficiárias dos programas da fundação, através da Associação da Mulher Religiosa.

Com a solidariedade, cresce também a pressão ao Governo, através do Ministério do Interior, para que possa trabalhar para pôr fim à onda de raptos no país. Aliás, enquanto a Polícia desdobra-se ainda para encontrar os responsáveis pelo rapto do empresário e filantropo Rizwan Adatia, o país voltou a registar mais um rapto na cidade de Chimoio, envolvendo o filho de mais um homem de negócios no país.

Mais  Destaques

Scroll to top
Skip to content