Empresários preocupados com a insegurança no país

 

Os empresários estão preocupados com a onda de raptos para posterior cobrança de resgate, assim como os ataques armados e terroristas em curso no centro e norte do país que chegam a inviabilizar projectos de investimento.

A preocupação foi avançada ontem por Álvaro Massingue, actual vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA, e candidato da lista B ao cargo de presidente da organização.

Só este ano já foram registrados 11 casos de raptos, envolvendo empresários ou seus familiares, “é uma situação que preocupa a nossa equipa. Nós faremos de tudo para que a onda dos raptos seja eliminada porque está a afectar negativamente os projectos de investimento”, disse.

“A nossa proposta é maior colaboração com as autoridades policiais e de justiça para que o ambiente de insegurança no seio dos empresários seja ultrapassado,” acrescentou.

Recorde-se que o comandante-geral da polícia, Bernardino Rafael, reconheceu em entrevista ao Notícias que os raptos estão a retrair investimentos e a descapitalizar o Estado.

“Os turistas não entrarão no país com receio de serem raptados e os investidores não ficarão no território nacional. Assim podemos dizer que os raptores sao inimigos do Estado porque aquele imposto que deveria ser pago está a ser inviabilizado,” disse Rafael, frisando que o Estado não sobrevive sem imposto e por isso está a fazer de tudo para capturar os raptores e responsabilizá-los pelos seus actos criminosos.

As eleições na CTA estão marcadas para dia 17 de Dezembro, e Massingue concorre contra o seu actual presidente, Agostinho Vuma.

“O nosso objectivo é garantir o cumprimento e salvaguarda dos interesses dos nossos membros em particular e do sector privado em geral” disse Massingue em conferência de imprensa realizada na segunda-feira em Maputo visando apresentar a visão do seu grupo.

Ele referiu que o fundamento da candidatura é reestruturar a associação dos empresários de modo a desenhar, implementar e monitorar políticas e estratégias económicas à altura de responder cabalmente aos desafios que são impostos à economia moçambicana.

O presente momento eleitoral ocorre numa altura que o Mundo, incluindo Moçambique, debate-se com uma profunda crise económica e social agravada pela pandemia da Covid-19 cujos impactos se fazem sentir em todas as frentes.

Massingue promete criar um “fundo de investimento” para que “a médio e longo prazos as micro empresas possam ser transformadas em pequenas, as pequenas em médias e as médias em grandes empresas”.

Mais  Destaques

Scroll to top
Skip to content