Estado Islâmico reivindica suposto ataque em Moçambique

 

Citando um comunicado posto a circular nos canais de propaganda do Estado Islâmico, o portal de inteligência militar especializado em monitora da actividade on-line de organizações de supremacia branca e jihadistas, denominado “Site Intelligence Group (SIG)”, revela que aquele movimento radical islâmico, terá, supostamente, reivindicado o seu primeiro ataque no norte de Moçambique.

Texto: Redacção/SIG

Segundo a fonte, o grupo radical Estado Islâmico garante ter repelido um ataque do exército moçambicano na passada segunda-feira, em Metubi, no distrito de Mocímboa da Praia, na província nortenha de Cabo Delgado, do qual diz terem resultado vítimas sem, no entanto, dar muitos detalhes.

“Com o sucesso dado por Alá Todo-Poderoso e no âmbito da ‘Batalha do Atrito’, ontem, os soldados do Califado, conseguiram repelir um ataque do exército cruzado de Moçambique na vila de Metubi, na área de Mocímboa, onde eles foram confrontados com uma variedade de armas, incluindo granadas de propulsão de foguete, deixando mortos e feridos entre eles e Alá fê-los recuar”, lê-se no portal que temos vindo a citar.

No entanto, até a tarde de hoje, as autoridades moçambicanas não relataram nenhum incidentes e nem baixa resultantes de algum confronto entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e os insurgentes que aterrorizam algumas regiões de Cabo Delgado desde Outubro de 2017.

Desde 2017, as FDS tem combatido um exército sem rosto, do qual não se conhece a proveniência, os objectivos, muito menos o comando operativo, tendo já sido conotado com o Al-Shabab e outras caracterizações. Recentemente, o Comandante Geral da Polícia, Bernardino Rafael, mostrando haver alguma falha nos serviços secretos do país, trouxe uma nova caracterização do grupo, referindo que era financiado por antigos chefes do garimpo e traficantes de pedras preciosas, bastante abundantes naquele ponto do país.

 

É, de resto, a primeira vez, que um grupo reivindica um ataque em Moçambique, desde Outubro de 2017. Estima-se que mais de 250 pessoas possam ter perdido a vida desde o início dos ataques, a escassos quilómetros do local onde serão instalados aqueles que são os maiores empreendimentos de exploração de hidrocarbonetos no país.

Duas fotos (ver foto de destaque), que mostravam armas e equipamentos supostamente capturados do Exército moçambicano, foram incluídas na reivindicação, rotulada com o código de Província da África Central do Estado Islâmico.

O site escreve que uma ligação confirmada do Estado Islâmico ao conflito em Moçambique representaria uma mudança significativa na compreensão da violência, mas reconhece que aquela reivindicação de responsabilidade está obscurecida no mistério.

O SITE Intelligence Group é uma empresa americana que monitora a actividade on-line de organizações de supremacia branca e jihadistas, baseado em Bethesda, Maryland .  De 2002 a 2008, o SITE Intelligence Group era conhecido como o Instituto de Pesquisa de Entidades Terroristas Internacionais (SITE) . O site é liderado pela analista israelense Rita Katz. 

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