Exportação de pescado cai em 27% em 2020

 

A informação foi dada pela própria Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta de Fátima Maita, em seu discurso por ocasião da Sessão de Abertura do VI Conselho Coordenador do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, sob o lema “Incrementar a Produção, Promovendo a Resiliência Costeira e Pesqueira”. O evento decorreu semana passada.  

 Texto: Hélio de Carlos

Para o quinquénio 2020-2024, aquele Ministério apresenta dois grandes objectivos estratégicos, designadamente: promoção da utilização e gestão sustentável do mar e das zonas costeiras de forma integrada e responsável, com benefícios sócio-económicos para Moçambique e aumento da contribuição das pescarias, através do fortalecimento do desenvolvimento da pesca artesanal e da valorização da pesca industrial e semi-industrial no contexto da economia azul e da aquacultura.  

O sector fixou para 2020 um plano de produção de 461.198 toneladas de pescado proveniente da pesca e aquacultura. No período de Janeiro a Setembro, foram produzidas, no total, 309.467 toneladas, representando um cumprimento do plano em 67% e um crescimento na ordem de 2%.

Enquanto a produção cresceu comparativamente ao igual período do ano transacto, o mesmo não se verificou nas exportações, que foram severamente afectadas pela pandemia. Do plano anual de 20.503 toneladas de produtos pesqueiros, foram comercializados para o mercado externo 7.419 toneladas, o que corresponde a uma taxa de realização de 36%, significando um decréscimo de 27%, quando comparado com igual período do ano de 2019.

No tocante às receitas, estava estabelecido um plano de 791.753 mil meticais, tendo-se arrecadado um montante de 308.221 mil meticais, isto é, 39% do planificado, tendo o decréscimo sido na ordem de 33% em relação ao período análogo do ano transacto.

 ‘‘O lema do presente Conselho Coordenador requer uma ligação entre estes substractos. E para o ano de 2021, estaremos comprometidos com vários desafios marcantes no domínio da pesca, no sentido de aumentar a sua contribuição na economia nacional’’, disse Augusta Maita.

A Ministra disse ainda que o aumento da produção e da produtividade na pesca artesanal e na aquacultura continuará no topo das prioridades do seu ministério, sendo que ‘‘a aquacultura é uma alternativa viável para aumentar a produção pesqueira nacional, ao mesmo tempo que contribui para aliviar a pressão sobre as espécies piscatórias nativas’’, frisou a dirigente.

Com a implementação da Estratégia para o Desenvolvimento da Aquacultura, cujo enfoque é assegurar o aumento da produção, a diversificação dos tipos de aquacultura praticados, passando a incorporar na cadeia de valor produtores de pequena, média e grande escala, Maita acredita que é possível fazer da aquacultura um negócio próspero, associando a sua prática artesanal à vertente verdadeiramente comercial.

 

 

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