FMI diz que gás fará economia do país crescer a 11,1 por cento

A economia de Moçambique deverá crescer à taxa de 11,1 por cento em 2023, altura em que a exploração dos depósitos de gás natural, no norte do país, deverá ter iniciado, segundo as mais recentes previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

As Previsões Económicas Mundiais do Outono, agora divulgadas, indicam que a economia moçambicana deverá crescer às taxas de 3,5 por cento e 4,0 por cento em 2018 e 2019, respectivamente, para atingir quatro anos mais tarde dois dígitos.

Os grupos americano Anadarko Petroleum e italiano ENI descobriram reservas de gás natural de grande dimensão, em dois blocos da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, estando este último grupo mais próximo de iniciar a exploração, tendo os parceiros aprovado já a decisão final de investimento.

Os restantes países africanos de língua oficial portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe – apresentam previsões de crescimento económico bem mais modestas, com Angola, por exemplo, a dever registar uma contracção de 0,1% este ano, segundo o FMI.

Em 2018 e 2023, os outros dois anos constantes do relatório do FMI, a economia de Angola deverá crescer à taxa de 3,1% e 3,8%, respectivamente.

Este ano e no próximo, as economias de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe manter-se-ão relativamente estáveis, com taxas de crescimento que oscilam no intervalo entre 3,5% (Moçambique em 2018) e 5,0% (Guiné-Bissau em 2019).

Timor-Leste, o restante país emergente de língua portuguesa, deverá registar este ano um crescimento de 0,8%, que aumentará para 5,0% e 4,8% em 2018 e 2019, respectivamente. (Macauhub)

Empresa de Singapura desiste de negócio em Moçambique

A empresa Compact Metal Industries, de Singapura, desistiu da compra de uma participação de controlo numa fábrica de cimento por concluir em Moçambique, anunciou segunda-feira a administração da empresa.

Ao abrigo de um acordo provisório assinado em Junho, a Compact Metal Industries pagaria às sociedades vendedoras SPI – Gestão e Investimentos e Guhava Serviços 30 milhões de dólares por uma participação de 51% na Fábrica de Cimento de Salamanga, Bela Vista, província de Maputo.

A empresa de Singapura teria ainda de assumir 54,7 milhões de dólares de dívidas aos fornecedores de bens e serviços, contraídas pelas sociedades vendedoras e garantir os fundos necessários para concluir a construção da fábrica.

A administração da empresa, citada pelo jornal The Business Times, disse ter desistido do negócio, em que compraria 34% à SPI e 17% à Guhava, “pelo que as partes não têm quaisquer outras obrigações ao abrigo do documento assinado.”

A fábrica de cimento, com uma capacidade de produção diária de 5000 toneladas, é propriedade da CIF-MOZ, uma parceria entre a SPI, com 54% e a Guhava Serviços, com 46%. (Macauhub)

A Compact Metal Industries foi constituída em 1973, admitida à cotação na Bolsa de Valores de Singapura, em 1993, e está presente nos mercados da Malásia e Indonésia, desde 1988 e 1992, respectivamente. (Macauhub)

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