General Nyongo anuncia Conferência Militar para eleger novo presidente

A autoproclamada Junta Militar da Renamo marcou para o próximo dia 17 de Agosto aquilo que chamou de Conferência Militar na qual será eleito o novo presidente e interlocutor válido dos guerrilheiros no diálogo com o Governo. A informação, foi tornada pública, esta Segunda-feira, pelo porta-voz do grupo, tenente-general Mariano Nyongo, em teleconferência a partir das matas.

A referida conferência militar terá lugar, segundo ele, na zona de Mpiro, no interior da Serra da Gorongosa, e garante, sem avançar nomes, que já existem três candidatos, entre civis e militares, “bem conhecidos em Sofala e em todas províncias”, que irão concorrer ao posto de “presidente” e interlocutor válido dos militares com o Governo.

“Estou a convidar todos os militares da Renamo, no activo, assim como desmobilizados que estão nas cidades, para a conferência militar da Renamo que terá lugar no dia 17 de Agosto para elegermos o nosso presidente”, disse.

Na ocasião, advertiu que caso o governo e outras forças tentem inviabilizar a sua realização, todas as bases da perdiz sob seu comando irão unir-se para fazer uma verdadeira “guerra”.

“Assim, estou a convocar a conferência militar, se eles inviabilizarem a sua realização ou haver ameaças, nós vamos comunicar que estou a fazer guerra. Verdadeiramente, não como bandidagem, não. Se a FIR nos ameaçar nós vamos deixar a conferência e vamos pegar armas, todas as bases”, avisou.

Com quem estão as armas?

Na entrevista de pouco menos de 20 minutos, deu a entender que ele e seus colegionários, tidos como desertores pela liderança do partido, estão sob controlo do arsenal bélico com o qual a Renamo forçou o diálogo com o governo.

 “Jornalista, Ossufo está a roubar aquelas armas. Ossufo tem armas? Armas são de Dhlakama e ele robou aquelas cinco só. Não há-de haver mais. Pode haver entrega numa ou duas bases mas não vai se entregar nada”, sublinha.

Nyongo desvalorizou completamente o acordo de cessação de hostilidades assinado por Ossufo Momade, fazendo notar que não é o primeiro que é assinado e depois violado por falta de entendimento.

“Olha Jornalista, Dhlakama assinou acordo com Chissando, não valeu nada, assinou com Guebuza não valeu nada e agora com Nyusi, não há nada assinado irmão. Aquilo foi só lapiseira. Por exemplo, tenho informação que hoje saíram muitos militares, estão a ir para onde?”, sublinhou.

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