Governo engajado na melhoria das condições de vida da juventude moçambicana

 

O Presidente da República Filipe Nyusi disse que constitui um dos objectivos do Governo assegurar que os cursos de formação profissional de curta e media duração contribuam para elevar as capacidades dos jovens e assim garantir a sua inserção no mercado de emprego, bem como a criação do auto emprego.

Filipe Nyusi que falava há dias na abertura do IV encontro Nacional da Juventude, afirmou igualmente que o Governo tem como perspectiva aumentar o acesso a educação, garantir a construção de habitação condigna a preços acessíveis para os jovens, dinamizar a criação de mais empregos produtivos e incrementar acções de promoção da saúde sexual e reprodutiva.

“As acções desenvolvidas pelo Governo, visam a melhoria das condições de vida dos adolescentes e jovens em Moçambique, tendo em conta que são eles que vão garantir o desenvolvimento do país”, disse Nyusi.

No que diz respeito as acções desenvolvidas pelo Governo para a construção de habitações, para Jovens, o chefe do estado disse que foram atribuídos 168.014 mil talhões e os respectivos DUAT’s (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra). No mesmo âmbito, foram construídas 51.479 mil casas de preços acessíveis para essa camada social.

Em relação as áreas de emprego, Nyusi, disse que foram desenvolvidas varias iniciativas voltadas ao auto emprego e empreendedorismo juvenil. Assim, foram criados 1.355.483 mil empregos para a juventude em todo o país.

 “Foram distribuídos 5.467 kits de auto emprego para as áreas de carpintaria, serrilharia, avicultura, canalização e construção civil em todo o país, tendo beneficiado 16.401 mil jovens”, destacou.

Na ocasião, o PR aproveitou para falar sobre instabilidade em Cabo Delgado, que vem ceifando vidas de muitos moçambicanos há sensivelmente dois anos.
Nyusi disse que alguns dos promotores dos ataques são cidadãos moçambicanos, “já foram identificados alguns promotores da instabilidade em Cabo Delgado e são cidadãos moçambicanos, sendo assim, nós desencorajamos os jovens a praticar tais actos”.



Jovens moçambicanos procuram soluções sobre problemas ambientais

Ainda na mesma semana da Juventude, o Observatório da Juventude realizou uma palestra, com o objectivo de reflectir sobre as mudanças climáticas, acção de defesa e de conservação do meio ambiente.

A juventude moçambicana quer ver resolvidos os problemas de ambiente no país. Com a reunião que tiveram recentemente, em Maputo, era para em conjunto encontrar soluções, que segundo eles, passam por uma educação cívica, como forma de desencorajar atitudes que prejudiquem o meio ambiente.

Edson Macuácua que foi palestrante mostrou-se preocupado com problemas ambientais que assolam o país. Macuácua comentou sobre a devastação do meio ambiente e o mau uso de recursos naturais.  

Segundo Macuácua, a iniciativa dos jovens de abraçar a causa de luta contra a devastação do ambiente, e sobretudo a sua preservação é de extrema importância.

Para Macuácua, Moçambique é um país maioritariamente jovem, por isso, deve lutar para preservar o meio ambiente.

“A maior parte da população deve envolver-se no processo da preservação do meio ambiente, podendo ter mais facilidade de obter melhores resultados em termos de impacto da acção da juventude”, recomendou a fonte, considerando ao mesmo tempo jovens de serem os principais poluidores e as principais vítimas da poluição ambiental, comportamento este, que cria danos nos ecossistemas.

Na ocasião, Edson Macuácua, explicou aos presentes porquê Moçambique é vítima de problemas ambientais, afirmando que “a própria localização geográfica do país, com uma disposição do relevo em forma de escadaria, faz com os rios da região desaguem no Oceano Índico, concretamente no Canal de Moçambique.

Aliás, o orador salientou ainda que por o nosso clima ser húmido e por vezes variar, expõe o país a uma situação de riscos de problemas ambientais, que por sua vez, se transformam em problemas sociais, económicos e culturais.

A expectativa de Macuácua é de que a partir da “acção do Observatório Juvenil possa se criar no mínimo três resultados”, que consistem no desenvolvimento de uma cidadania ambiental, onde deve estar ciente dos direitos, deveres e obrigações perante o ambiente. Desta acção espera-se desenvolver uma consciência e uma cultura ambiental, ou seja, transformar todos em amigos do ambiente. E por último, produzir-se realmente uma verdadeira consciência ambiental, uma verdadeira cultura ambiental e mudar-se de abordagem em relação ao ambiente.

“Temos que nos preocupar com o futuro das próximas gerações fazendo com que o uso dos recursos seja racional e não ponha em perigo as espécies diversas”, aconselhou.

Por sua vez, Gina Sitoe, presidente do Observatório da Juventude considera que em termos de mudanças climáticas é necessário que a juventude se capacite.

Sitoe refere que a abrangência deve ser global e nacional, porque querem que “todo o jovem onde quer que esteja saiba melhor conservar o meio ambiente. Influencie da melhor forma os actores sociais para que possam conservar o meio ambiente. Redacção

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