Governo sem dinheiro para premiar os atletas de cunho internacional

A ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, disse  que o governo esta envidar esforços para que os atletas sejam reconhecidos por terem dignificado e glorificado o país em eventos internacionais, garantindo que os atletas que receberam medalhas internacionais tenham  a sua premiação.

Desde Dezembro do ano passado, os atletas nacionais que alcançaram êxitos nas competições internacionais ainda não foram premiados, mas tal  aconteceu porque o Governo não tem dinheiro para reconhecer os mesmos devido a actual conjuntura económica e social que o país atravessa.

De acordo com a ministra da Juventude e Desporto, Nyeleti Mondlane, os atletas serão reconhecidos por terem dignificado e glorificado o país em eventos internacionais.  “Estamos a trabalhar para garantir que quem recebeu medalhas tenha a sua premiação. Mas, tal é um processo que deve obedecer alguns trâmites, que estão a decorrer a seu ritmo e sabemos que estamos a atravessar alguns constrangimentos financeiros”, explicou Mondlane.

A ministra apontou a possibilidade de a premiação desportiva acontecer de forma faseada. Estando neste momento a avaliar esta hipótese e revendo que tipo de prémios podem ser oferecidos aos atletas. Considerou ainda que dentro e fora do movimento olímpico, deve-se premiar os atletas que erguem bem alto a bandeira de Moçambique.

Entretanto, o regulamento de premiação desportiva prevê a atribuição de valores monetários aos atletas e treinadores que conquistam medalhas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Campeonatos do Mundo, Campeonatos Africanos e Jogos Africanos.

Ainda no âmbito do reconhecimento de quem tanto fez e continua a fazer pelo desporto moçambicano, o Governo irá homenagear Maria de Lurdes Mutola, por sinal a única atleta moçambicana a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos.

A homenagem à “menina de ouro” será feita com a entrega de um certificado. A governante garantiu que sempre que tiver o privilégio e a honra de interagir com a estrela dos 800 metros Lurdes Mutola, irá  fazê-lo.

Salientou que a necessidade de se realizar actividades em conjuntos entre as associações desportivas e o governo de modo a massificar a prática do desporto ao nível das escolas e dos bairros.

Lembre-se que o Governo aprovou, em 2013, mais tarde acualizado, o Regulamento de Premiação Desportiva, instrumento legal que estabelece a atribuição de valores monetários aos atletas e os respectivos acompanhantes que conquistem medalhas nas competições internacionais de carácter oficial. Opaís\Redacção.

AFIRMA O VICE-PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO MOÇAMBICANADE JUDO

“Almejamos estar nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020”

A Federação Moçambicana de Judo (FMJ) define como meta a acumulação de pontuação para possível qualificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, durante o Campeonato do Mundo da modalidade, prova que decorre entre os dias 20 a 28 de Setembro corrente em Baku, Azerbaijão.

Segundo o vice-presidente da Federação Moçambicana de Judo, Nilton Mujovo, os judocas testaram as suas capacidades no decurso de provas internacionais assim como estágios em Portugal e no centro de alto rendimento de Budapeste.

Portanto, os atletas afinaram-se fisia e tacticamente, participando em alguns “opens” da modalidade e superam os seus adversários conquistando medalhas nos campeonatos que participaram.

“o judo sempre esteve presente nos Jogos Olímpicos: 2008, 2012 e 2016. É a única modalidade marcial moçambicana que se qualificou para os Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016. Assim sendo, os nossos atletas estão motivados e cientes do potencial que tem”, disse Mujovo.

O vice-presidente da FMJ disse ainda que,  os judocas tiveram o devido acompanhamento pelo que se espera  eles tenham uma excelente prestação  e acumulem os pontos necessários no campeonato.

Acrescentou ainda que, mesmo com as dificuldades que a modalidade enfrenta, os judocas estão motivados e focados em elevar, mais uma vez, bem alto o nome de Moçambique em provas internacionais.

“Nós acreditamos na nossa modalidade. Acreditamos que podemos chegar longe. Procuramos sempre mobilizar parceiros. Temos apoios de alguns pais e encarregados de educação, para além do apoio de algumas empresas que nos tem apoiado. Com muito esforço, conseguimos garantir a presença nesta prova. Esperamos agora que os judocas façam a parte que lhes compete”, frisou.

Mujovo manifestou que acredita no potencial dos atletas moçambicanos por isso, eles farao o possível para garantir presençados mesmos nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Referiu que os atletas têm grandes possibilidades, tendo em conta a estratégia que traçaram para participar nestes eventos. Ou seja, através de parcerias com as congéneres. Dispõe deum programa traçado no qual os atletas poderão treinar em Portugal e Hungria”,

Salientou que, Moçambique será representado na prova por Mauro Nasson, Kevin Loforte, Artur Júnior, Ayton Siquir e Jacira Ferreira, sendo que Neuso Sigaúque desempenhará a função de treinador. Opaís\Redacção

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