INGC presta apoio a deslocados de guerra


Luísa Meque, Directora-geral do INGC

Depois dos ciclones Idai e Kenneth, a fome resultante da seca prolongada que assolou alguns distritos das províncias da Região Sul do país, com destaque para os distritos da zona Norte da província de Inhambane, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está, novamente, chamado a mitigar os efeitos de outras de situações decorrentes das acções da instabilidade militar que se verifica em alguns distritos da província de Cabo Delgado, onde milhares de famílias estão obrigados a abandonar suas zonas de residência para lugares seguros.

 

Com efeito, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está no terreno, empenhado na missão de mitigar o impacto negativo, causado pela acção dos insurgentes que aterrorizam parte significante da província de Cabo Delgado, onde matam, incendeiam casas, destroem infra-estruturas públicas e privadas, assaltam estabelecimentos comerciais, de entre outro tipo de sabotagem.

Segundo uma nota daquela instituição chegada à nossa redacção, as atenções estão maioritariamente voltadas para a situação dos deslocados de guerra na província de Cabo Delgado, onde aquela instituição, só no mês de Maio, prestou assistência humanitária a cerca de 165 mil pessoas deslocadas devido a guerra.

A mesma nota refere ainda que, para se garantir o abrigo de uma parte destes deslocados, já foram abertos, no distrito de Metuge, cinco centros de acomodação que albergam cerca de 11 mil pessoas provenientes dos distritos assolados pelos ataques.

A mesma nota refere ainda que, para além da assistência às pessoas albergadas nos referidos cinco centros abertos no distrito de Metuge, igualmente, está sendo reforçado o abrigo para outros deslocados que conseguiram refugiar-se em casas de seus familiares, amigos, ou de pessoas de boa vontade.

Para esta camada, o INGC está a garantir o fornecimento de materiais para construção, compostos por tendas, lonas, rolos plásticos, mantas e redes mosquiteiras. Para além destes materiais, e visando proteger a saúde dos deslocados, aquela instituição enviou, ao longo dos últimos dias do mês de Maio, para os locais onde existem deslocados, cerca de uma tonelada de produtos para prevenção da Covid-19.

Cerca de 600 crianças necessitam de apoio humanitário em Nampula

São crianças que fazem parte de um total de 232 famílias que foram forçadas a abandonar as suas zonas de origem, na província de Cabo Delgado, devido a já conhecida acção dos insurgentes. O INGC está no terreno a prestar assistência a estas famílias que chegaram aos distritos de Nacaroa, Meconta e cidade de Nampula, para onde se refugiaram em casas de familiares, amigos e pessoas de boa vontade.

Para além destas e outras acções, o INGC, em coordenação com o Governo da província de Nampula, no âmbito das políticas de prevenção, já identificou duas escolas públicas e um espaço, onde no passado serviu de estaleiro de uma empresa vocacionada a área de construção, local este que poderão ser erguidas tendas, caso se registe a chegada de numerosas famílias deslocadas em busca de apoio e segurança.

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