INGD prepara 500 casas para deslocados

Cerca de 500 casas serão construídas no posto administrativo de Corane,
província de Nampula, para beneficiar as famílias deslocadas das zonas
conflituosas de Cabo delgado. Numa primeira fase, serão edificadas 300
casas, devendo as remanescentes 200 serem erguidas em outro momento.
Texto: Quelto Janeiro
De acordo com Luísa Maque, presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do
Riscos de Desastres (INGD), a província de Nampula tem cerca de 74 mil pessoas
provenientes da província de Cabo delgado. Destas, “nem todas estão aqui no posto
administrativo de Corane. Algumas pessoas encontram-se em casa dos seus familiares, mas o
trabalho que está a ser feito pelo INGD é no sentido de, caso as pessoas manifestem vontade
de sair da casa dos seus familiares para o centro de reassentamento, já estejam criadas as
condições para a recepção dessas famílias”, disse.
No centro de reassentamento da localidade de Corane, garantiu Luisa Meque, estão reunidas
as condições básicas para a recepção dessas pessoas, que são assistidas não só pelo governo
moçambicano, através do INGD, mas também pelos parceiros da instituição a nível da
província de Nampula.
No local, estão instalados painéis solares para que as famílias tenham iluminação, o que vem
complementar outros serviços à disposição dos deslocados. “As famílias têm, igualmente,
água para o consumo. Temos aqui alguma vantagem para os jovens da 8ª até 12ª classes, pois
estão a receber aulas numa escola bem próxima. Portanto, é de louvar”, congratulou.
Num outro desenvolvimento, Luísa Meque mostrou-se satisfeita com a evolução das
infraestruturas naquele centro de reassentamento, assinalando que, à sua chegada, as famílias
estavam instaladas em tendas, tendo depois passado para casas cuja estrutura era feita de
caniço.
“Mas depois fomos notando que essas mesmas casas não ofereciam aconchego para as
próprias famílias e decidiu-se avançar para um modelo de casas mais aconchegante para as
famílias”, observou a dirigente, que revelou que as moradias estão a ser erguidas com a
contribuição dos próprios beneficiários.
A médio prazo, as famílias poderão reduzir a dependência do governo e parceiros, uma vez
estarem definidos espaços para a prática da agricultura. “As famílias beneficiárias já têm
machambas e estão a produzir milho, mapira, mandioca e hortícolas”, vincou Luísa Meque.

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