Joe William pode ter “comprado” convite presidencial

 

A alegada detenção “ilegal” do profecta Joe William, na noite do passado Domingo, por agentes dos Serviços de Investigação Criminal (SERNIC) tem a ver com uma investigação ligada ao seu alegado “Convite Presidencial” para a cerimónia de tomada de posse dos deputados da Assembleia da República, havida Ontem, em Maputo.

Texto: Dossiers & Factos

Informações em poder do Dossiers & Factos dão conta que Joe William terá obtido o convite através de meios menos ortodoxos e aventa-se a possibilidade deste ter pago a alguém do protocolo do Estado para ter acesso ao evento de investidura dos deputados da Assembleia da República.

Joe William popularizou o convite ao seu estilo exibicionista nas redes sociais, onde, inclusive, agradece ao Chefe do Estado, Filipe Nyusi, pelo tão prestigiante reconhecimento, facto que levantou um grande debate nas redes sociais.

Não tardou para surgirem informações confirmando o que já se suspeitava. Aquele Convite, apesar de ter sido emitido em nome do Presidente Nyusi, não era oficial, razão pela qual o seu nome não constava da lista do protocolo de Estado.

Neste momento, segundo apuramos, decorre um trabalho investigativo para apurar-se as circunstâncias em que Joe William obteve o documento, tendo já sido identificado o facilitador.

Terá sido por essa razão que Joe William foi detido no Domingo, numa estância turística na capital do país, quando jantava com seu filho menor, tendo sido libertado horas depois de prestar algumas declarações ao SERNIC, mas sabe o Dossiers & Factos que o caso não está encerrado.

Facto é que Joe William foi o grande ausente da cerimónia de tomada de posse, ontem, num dia em que depois de ter sido restituído a liberdade, através da rede social Facebook, mentiu aos seus fãs dizendo que não conseguiu participar do evento porque passou a noite numa vigília na igreja e estava cansado, omitindo que esteve detido.

Essa versão contrasta com o que disse ao jornal Magazine Independente, órgão ao qual revelou que não foi à tomada de posse dos deputados porque o seu nome foi retirado pelo protocolo de Estado depois que postou a foto do convite nas redes sociais.

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