Julião Cumbane “premiado” com cargo de PCA da ENPCT

 

O físico moçambicano, professor universitário e um dos mais activos defensores de Filipe Nyusi e do partido Frelimo, nas redes sociais, acaba de ser nomedado para o cargo de presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Parques e Ciências Tecnologias.

Cumbana vai substituir no cargo, Flávia Zimba, que dirigiu a instituição nos últimos quatro anos, marcados por várias polémicas.

Aquele professor universitário, começou a se evidenciar fora da academia em 2013 quando se juntou ao G40 e desde então tem sido um dos mais activos defensores do partido Frelimo e do Governo, primeiro no consulado de Armando Guebuza e agora na era de Filipe Nyusi.

Na sua folha de serviços, Cumbana tem registo de alguma intolerancia e instigação à violência contra vozes contrárias, tendo chegado a ameaçar publicamente alguns analistas políticos, através da sua conta na rede social Facebook.

Aliás, foi através dessa rede social que, em Maio último, Cumbana atacou ferrozmente figuras como Samora Machel Júnior e Armando Guebuza, a este último acusando de ser o “padrinho” da insurgência que se verifica na província de Cabo Delgado, desde Outubro de 2017.

Disse na ocasião que Armando Guebuza transformou o Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) numa organização criminosa e antipatriótica, que usa parte do dinheiro das “dívidas ocultas” para financiar a instabilidade, naquela parcela do país.

A sua nomeação é encarrada nalguns círculos como o início da premiação dos “Yes Man’s”, que através das redes sociais, rádios e TVs controlados pelo partido no poder, tem prestado serviços de vassalagem e hossanização de figuras políticas ligadas ao governo e ao partido Frelimo.

Cumbana é o segundo da “folha” depois de, há cerca de um mês, o governo ter nomeado Amorim Bila, director-geral adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GAFIM)

Para além dos dois, outros nomes de elementos, conhecidos como “lambe-botas”, estão na mesa para serem promovidos a cargos do governo, empresas públicas e instituições tuteladas. Os mais próximos já foram dados ordem para diminuirem aparições públicas e intervenções polémicas nas redes sociais. RT

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