Leão justifica criação da EMATUM pela necessidade de se fazer “recolha de informações”

O antigo director-geral do Serviço de Informação e Segurança de Estado (SISE) disse, em tribunal, que a Empresa Moçambicana de Atum foi criada não só para a pesca de atum, mas também para a recolha de informações de inteligência. Explicou que as autoridades pretendiam aferir se, para lá da pesca ilegal, as embarcações que circulavam nas águas moçambicanas não estariam a praticar outro tipo de actividades.
Curiosamente, trata-se de uma missão que fazia parte das atribuições da ProIndicus, cujo projecto incluía radares, lanchas e serviços de satélite para o efeito. Perante a insistência do juiz, Gregório Leão acrescentou que os meios da Proindicus são de natureza militar e que a mesma (ProIndicus) tinha de ser direccionada por alguém, no caso vertente, a EMATUM.
Do total de 850 milhões de dólares da dívida da EMATUM, 500 milhões foram, de acordo com Leão, aplicados na compra de equipamento militar. Só que o paradeiro de tal equipamento é, até hoje, um mistério. D&F

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