Ligas femininas esperam maior valorização da voz da mulher e jovens

 

As ligas femininas dos partidos Frelimo (OMM), Renamo e MDM defenderam esta quinta-feira, 18 de março, que o programa Power of Dialogue lançado, no mesmo dia, em Maputo, pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) e coordenação com a Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique, vai contribuir para que a voz da mulher e dos jovens sejam cada vez mais valorizadas nos partidos políticos e vai contribuir para maior inclusão no país.

Este posicionamento foi avançado durante a mesa redonda que tinha como objectivo refletir sobre a participação política da mulher e dos jovens desafios e perspectivas organizado pelo IMD.

Na ocasião, ficou assente que há avanços assinaláveis da participação da mulher e jovens na política e nas esferas da tomada de decisões, mas estes avanços ainda estão aquém do desejado, havendo ainda a necessidade de um trabalho concertado ao nível dos partidos políticos para atingir esses objectivos, bem como a premência da solidariedade feminina para fazer face aos inúmeros desafios que se colocam.

De acordo com a Secretária da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), o braço feminino do partido Frelimo, Mariazinha Niquice, a luta das mulheres por liberdade, igualdade e participação na política tem feito parte da sua constituição histórica sempre em busca do respeito da sociedade e, acima de tudo a sociedade passou a aceitar que a mulher além de deveres, é digna de direitos para a vida social, económica e política.

A Secretária Geral da OMM aponta que para o partido Frelimo a valorização e empoderamento da mulher não constitui novidade, uma vez que desde a luta de libertação nacional, a mulher vem marcando presença e actuação nos espaços de poder.

Contudo, segundo afirma a Secretária Geral da OMM, “estamos cientes que ainda temos desafios para alcançar os objectivos definidos no programa do partido Frelimo e também nas agendas 2030 das Nações Unidas e 2063 da União Africana”, disse ajuntando nesse sentido, que é perspectiva do seu partido continuar a promover a união das mulheres e jovens, para uma causa comum sem discriminação da cor ou filiação política.

A Presidente da Liga Feminina da Renamo, Maria Inês, entende que a participação política da mulher assim como dos jovens é uma luta que deve ser enfrentada e a pouco e pouco vai se atingir os objectivos desejados que é de estar em pé de igualdade com os homens sobretudo nas estruturas de tomada de decisão ao nível social, económico e político.

Segundo ela, os partidos também têm a responsabilidade de tomar atenção nos momentos da criação das listas de candidaturas, “tem que haver uma posição dos jovens assim como para as mulheres nos lugares cimeiros. O que acontece é que os jovens são colocados no fim das listas, o que dificulta a sua eleição e consequentemente a ascensão para posições de tomada de decisão depois das eleições”.

Por sua vez, a Presidente da Liga Feminina do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Judite Macuácua, apontou que apesar dos avanços significativos da participação da mulher e jovem na vida política do país, sobretudo no que diz respeito a sua presença nos órgãos de liderança nos partidos políticos, ainda há desafios a serem superados, na educação, saúde, economia, dentre outros.

Segundo afirma, o sistema político obriga que muitas vezes as mulheres tenham que primeiro ou quase que unicamente responder às questões ligadas aos seus partidos descurando a agenda das mulheres.

Entende ainda que as mulheres devem formar parcerias estratégicas com as organizações da sociedade civil, pois, quando a mulher tem uma voz real em todas as instituições do governo, desde a política, sector público, privado, e sociedade civil, elas serão capazes de participar igualmente com os homens e influenciar decisões que determinam o seu próprio futuro, das suas famílias, comunidade e nações.

 

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