Língua portuguesa empurra condutores para ilegalidade

O académico e empresário, Hermínio Chissico, defende que o uso exclusivo da língua portuguesa nas escolas de condução contribui grandemente para que muitos motoristas, instruídos na base daquilo a que chama de “aprendizado social”, exerçam a actividade de forma ilegal.

A conclusão de Chissico baseia-se num estudo por si realizado em alguns pontos das províncias de Gaza e Inhambane. Concretamente, o estudo incidiu sobre os distritos de Chókwè e Massinga, por serem zonas de grande fluxo de automóveis, – grande parte deles trazidos por moçambicanos que trabalham na África do Sul – e evidenciou uma realidade de que, no fundo, ele próprio já suspeitava. As pessoas não possuíam licença de condução porque a língua portuguesa – que não é do domínio da maioria – as inibia de ir à escola de condução.

Por conta disso, o nosso interlocutor insiste na necessidade de se introduzir línguas locais no processo de ensino, também como forma de evitar a “marginalização” a que a maioria da população, grosso modo de classe baixa, está sujeita.

“As pessoas ficam impedidas de conduzir um “chapa”, impedidas de conduzir um camião de carvão, etc.”, referiu o empresário, mentor de um projecto que consiste, precisamente, na adopção das línguas nacionais no processo de ensino de condução de veículos automóveis.

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