Massacre de Mueda dá alma à primeira ópera moçambicana  

Obra denomina-se “O grito de Mueda”

 

O Massacre de Mueda, um facto histórico ocorrido na região com mesmo nome, na fatídica tarde de 16 de Junho de 1960, durante a luta de resistência do povo moçambicano contra a dominação colonial, vai ganhar alma naquela que é conhecida como a primeira ópera moçambicana.

Intitulada “O Grito de Mueda”, a obra foi escrita por Nilza Laice, sob ideias de Óscar Castro, Hortêncio Langa e Feliciano de Castro Comé. Esta Ópera vem, segundo os autores, com o objectivo de transmitir mensagens sobre um acontecimento histórico, em forma de música, para a geração actual, bem como para as vindouras.

“O Grito de Mueda” surge em resultado de uma parceria entre Moçambique e Argentina. O espectáculo terá duas exibições, sendo a primeira a realizar-se no dia 14 de Setembro e a segunda no dia 21 do mesmo mês, ambas no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

É uma obra de criação colectiva que envolve músicos e dramaturgos moçambicanos e argentinos, que, segundo os realizadores, vai representar um marco fundamental na vida cultural de Moçambique, uma vez que marcará o nascimento da música académica nacional.

Por outro lado, a mesma inspira-se em factos verídicos narrados num capítulo das Memórias de Raimundo Pachinuapa, ex-combatente da FRELIMO e governador de Cabo Delgado nos primeiros anos da independência.

Este projecto surge da parceria entre o Millennium Bim, Embaixada da Argentina e Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Esta obra foi inspirada no Massacre de Mueda, onde os portugueses chacinaram mais de 600 pessoas, entre homens, velhos, jovens, mulheres e crianças.

Refira-se que esta é a primeira ópera moçambicana, baseada em acontecimentos relacionados com a nossa história, neste caso particular o Massacre de Mueda, que aconteceu a 16 de Junho de 1960, em Cabo Delgado. Redacção

 

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