Mbanda Buque Henning tem cinco dias para apresentar provas no tribunal

Mbanda Buque Henning foi a 11a ré a ser ouvida pelo tribunal. É irmã da ré Ângela Buque Leão. Ela é acusada de ter recebido cerca de 13 milhões de meticais. A suspeita é que a ré tenha participado de um esquema de lavagem de dinheiro vindos da Previnvest.
“Paguei a ela (ré Ângela) 33 mil dólares (americanos) e no meio disto, neste processo, fui pedindo cotações para poder erguer o projecto. As cotações eram muito altas para me e eu vi que não ia conseguir erguer o projecto. E num convívio familiar conversei com as minhas irmãs sobre o projecto, que eu não tinha condições de dar continuidade ao projecto. Apresentei as minhas irmãs, a Angela gostou do projecto. E eu disse para ela se queres dar continuidade ao projecto, eu quero 7 casas. E ela concordou”, disse a ré.
A base do acordo entre irmãos foi inicialmente informal tendo mais tarde rubricado um acordo formal.
Outra suspeita tem a ver com uma casa da ré Ângela ter sido registada em nome da ré Nbanda. Sobre isso, disse tratar-se de assunto privado.
“É privado, é assunto familiar e eu não gostaria de estar aqui a explicar assuntos privados. É familiar. Era mais para proteger o meu sobrinho. Só que eu não queria detalhar porque senão vou ferir outras sensibilidades que tem a ver com nossa família”.
A ré Nbanda ficou de juntar documentos referentes aos empréstimos que fez a irmã. Para o efeito o Juiz Efigênio Baptista deu prazo de cinco dias úteis.
“Eu emprestei a Angela 4 milhões (de meticais). Uma parte um milhão e outra parte 3 milhões. Vinha (o dinheiro) de uma minha conta corrente caucionada. E ela só devolveu em 2013 uma parte, 4 milhões e tal.”
É este dinheiro que o tribunal quer ter provas do empréstimo.
Durante o julgamento disse não conhecer o réu Mabunda e nem sabe que empresas teriam sido contratadas para a implementação do projecto de construção de casas.

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