Ministra do Trabalho exige legalidade e transparência na actuação dos inspectores

 

O país registou, este ano cerca de 500 acidentes de trabalho, que produziram lesões e incapacidade a 450 homens e 45 mulheres de 185 empresas. Segundo o Ministério do Trabalho e Segurança Social, estes números estão longe de serem reais porque a maioria dos empregadores não comunica a ocorrência de acidentes de trabalho.

 Texto: Lídia Cossa

Este ano foram inspeccionados cerca de 6.748 estabelecimentos industriais, de um total de oito mil previstos para o mesmo ano pela Inspecção Geral do Trabalho (IGT). Durante a inspecção foram constatadas perto de 10.500 infracções, autuadas mais 2.100 e mais de 8.300 advertências.

Os dados foram divulgados esta sexta-feira durante a abertura do Conselho Consultivo da Inspecção Geral do Trabalho (IGT) que reúne inspectores de todo o país com o objectivo de avaliar o desempenho do sector e fazer a projecção de acções prioritárias para os próximos anos.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa exigiu, durante a abertura do Conselho Consultivo, profissionalismo e imparcialidade, por parte dos inspectores, estes que devem pautar pela conduta e cultura de integridade, transparência e defesa dos interesses superiores do Estado.

“A contínua violação das normas desafia os Inspectores para continuarem firmes na nobre missão de prevenir e reprimir a onda de graves acidentes de trabalho e doenças ocupacionais com consequências sociais e económicas incalculáveis”, destacou Talapa.

Talapa exortou ainda a legalidade, ética, honestidade e deontologia profissional na actuação dos inspectores, “esta é uma oportunidade singular para saírem munidos de ferramentas importantes para impor a disciplina às nossas equipas de trabalho, tanto no órgão central quanto na província”.

A V Sessão do Conselho Consultivo da Inspecção Geral do Trabalho decorre sob o lema “Pela Legalidade Laboral”.

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