MISAU e USAID juntos na luta contra a tuberculose em Moçambique


·        “Não podemos nos desviar do foco, a tuberculose é tratável” – USAID

 

O Ministério da Saúde (MISAU) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) assinaram há dias em Maputo, um novo acordo de parceria para acabar com a tuberculose nos próximos cinco anos. Avaliado em cerca de 20milhões de dólares norte americanos, a estratégia visa, segundo a ministra da saúde Nazira Abdula, erradicar a tuberculose no país.

 Nazira Abdula disse que com assinatura renova-se a parceria estratégica para o controlo da tuberculose, entre o Governo de Moçambique, representado pelo Ministério da saúde e o governo dos Estados Unidos de América, representado pela missão da Agência para o Desenvolvimento Internacional em Moçambique.

 A ministra da saúde disse ainda que o acordo irá viabilizar a continuidade do apoio da USAID, na luta contra a tuberculose em Moçambique através do financiamento das organizações nacionais que em parceria com o ministério da saúde irão assegurar a implementação do Plano Estratégico Nacional.

Trata-se de um mecanismo de financiamento inovador e com grande potencial para assegurar uma cobertura efectiva das acções planificadas.

Abdula reconheceu o apoio que a USAID tem dado nos últimos 15 anos, através dos projectos implementados pela FHI360, sendo o último destes o projecto Challenge TB, que como resultado dessa implementação houve um grande aumento da dos actores comunitários para a notificação da tuberculose no país.

“O projecto Challenge reforçou a qualidade da testagem da tuberculose nos laboratórios de referência da doença, introduziu novas estratégias para o rastreio da tuberculose na comunidade e replicou as boas práticas para outros parceiros”, disse.

Abdula vincou o compromisso do Governo na erradicação da tuberculose no país, pois é das grandes prioridades do sector da saúde e da sociedade no geral combater a doença.

“Não obstante os progressos alcançados, o peso da tuberculose no país não nos permite cruzar os braços, temos de continuar a olhar para o futuro, pois há ainda uma complexidade de desafios que influenciam a resposta nacional, sendo de destacar a interação da tuberculose e vírus de Imunodeficiência Humana’’, destacou.

 Por seu turno Jennifer Adams, directora da USAID sublinhou a necessidade de se manter o foco no que ainda é necessário para eliminar essa ameaça á saúde pública, porque todos os anos mais de 160 mil pessoas contraem a tuberculose em Moçambique.

“Isso quer dizer que caso não se duplique o esforço as pessoas continuarão a morrer por uma doença que é possível tratar e eliminar”, defendeu.

Adams acredita que a maior parte das pessoas que morrem por causa da tuberculose é por falta de conhecimento do seu estado ou por não dar seguimento ao tratamento.

“Houve cerca de 160 mil casos de tuberculose no ano passado, contudo, apenas 93 foram detectados e reportados, o que significa que pouco mais de 69 mil pessoas contraíram a doença mas não sabiam do seu estado. Assim, devemos melhorar a forma como detectamos casos de tuberculose que é ainda de crucial importância”, sustentou.

O projecto Challenge TB foi implementado no período de 2015-2019 em 68 distritos das províncias de Sofala, Nampula, Zambézia e Tete.

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