Renamo exige demissão de Basílio Monteiro

 

O maior partido da oposição reagiu nesta quarta-feira sobre a morte de Anastácio Matavel membro da sala da paz. Através do seu Secretário, André Magibire, o partido exigiu a demissão com efeitos imediatos do Ministro do Interior, Basílio Monteiro por ser considerado incompetente na resolução do caso.

Texto: Lídia Cossa

Magibire disse não ter dúvidas que aquele acto tenha motivações políticas, sobretudo porque estamos em período eleitoral.

“Pelo móbil do crime, fica claro que esses assassinos fazem parte da mesma turma que assassinou Siba Siba Macuacua, Gil Sistac, Geremias Pondeca, Manuel Lole e tantos outros concidadãos que foram assassinados em 2016, pelos esquadrões da morte”, disse.

O Comando Geral da Polícia confirmou, esta terça-feira (08.10), que quatro dos cinco principais suspeitos de envolvimento no assassinato de Anastácio Matavel são agentes da polícia afetos à Subunidade de Intervenção Rápida em Gaza, em serviço no Grupo de Operações Especiais (GOE) naquela província.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Comando Geral da Polícia, Orlando Mudumane, informou que os quatro agentes e um civil, indiciados de envolvimento no crime estão “todos devidamente identificados nos autos”.

Face a isto, Magibire disse que “a polícia que tem como missão primária defender a soberania nacional, defender os cidadãos e os seus bens, hoje virou assassina daqueles que um dia jurou defender”.

Para depois acrescentar que “exigimos a demissão com efeitos imediatos do Ministro do Interior, por ser incompetente na luta contra o crime e sobretudo porque são elementos da polícia de que o seu Ministério tutela”.

Anastácio Matavel foi alvejado a tiro, na segunda-feira (07.10) quando os atacantes seguiram a sua viatura à saída de uma cerimónia de abertura de uma ação de formação no âmbito dos preparativos para a observação eleitoral independente do escrutínio de 15 de outubro próximo. Dois suspeitos foram detidos.

A Sala da Paz, uma plataforma de observação eleitoral conjunta, da qual a vítima fazia parte como ponto focal, quer ver o caso esclarecido rapidamente.

 

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