Moçambicano preso por burla e falsa identidade

Um homem de nacionalidade moçambicana foi condenado a dois anos de prisão por um tribunal inglês, por ter recebido indevidamente subsídios sociais no Reino Unido durante 18 anos graças aos documentos de identificação de um amigo português. 

A Procuradoria da Coroa (Crown Prosecution Service), equivalente ao ministério público em Portugal, revelou na quinta-feira que Tricamo Farid, de 40 anos, entrou ilegalmente no Reino Unido em 2000 com documentos do amigo para, ao abrigo da liberdade de circulação dos cidadãos europeus, ter acesso ao mercado de trabalho e ao sistema de apoio social.

De acordo com a Procuradoria, entre abril de 2002 e maio de 2019, Farid, que residia em Southport, no norte de Inglaterra, recebeu subsídios no valor de 121.177 libras (cerca de 138 mil euros).

O caso foi julgado no Tribunal Criminal de Liverpool, onde, segundo a imprensa local, foi revelado que, ao longo deste período, Farid constituiu família, incluindo dois filhos, de seis e 13 anos. 

“Essencialmente, Farid viveu uma mentira há mais de 18 anos, alegando ser alguém que não é. Se a família dele sabia a verdade, nunca saberemos. Ele admitiu o que tinha feito quando foi preso, mas isso não altera o facto de ele ter mantido a fraude por tanto tempo”, afirmou o procurador público George Ward, em comunicado. LUSA

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