Moçambique/Ataques: EUA concluem segundo treino militar conjunto

 

“Os Estados Unidos continuam empenhados em ajudar Moçambique a combater o terrorismo e a prevenir o alastramento do extremismo violento”, disse o embaixador dos EUA, Dennis Hearne, durante a cerimónia de encerramento do treino, na sexta-feira, e citado hoje em comunicado.

O treino de Forças de Operações Especiais dos EUA e 100 elementos dos Comandos moçambicanos durou seis semanas com o objetivo de evitar a propagação do terrorismo e com vista a fortalecer a cooperação entre os dois países, acrescenta o documento.

A preparação surgiu depois de uma primeira formação de dois meses, concluída em maio e que foi dirigida a fuzileiros moçambicanos.

O Departamento de Defesa dos EUA planeia realizar mais treinos com Fuzileiros e Comandos das Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM).

Desde julho, os EUA realizaram ainda um segundo programa de treino médico para situações de combate em que participaram 60 soldados das FADM.

“O pessoal médico que participou no treino está agora certificado para formar colegas de serviço”, refere-se no comunicado.

Os EUA incluíram ainda membros das FADM no exercício marítimo regional Cutlass Express.

Cabo Delgado é uma província rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020. (NM)

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