Moçambique entre os países que melhoraram acesso a anti-retrovirais

 

Um novo relatório, divulgado durante a 10ª Conferência da IAS sobre Ciência do HIV 2019, mostra que o ritmo de redução de novas infecções por HIV entre crianças e a expansão do acesso ao tratamento para crianças, adolescentes e mulheres grávidas que vivem com o vírus aumentou significativamente.

Dados também indicam que as metas globais que foram estabelecidas para 2018 não foram alcançadas, apesar de importantes ganhos terem sido feitos em alguns países. Novas infecções por HIV registaram um aumento de 29% na Europa Oriental e na Ásia Central, de 10% no  Médio Oriente e norte de África e de 7% na América Latina.

A inovação científica tem garantido um progresso sem precedentes no combate ao HIV/SIDA, mas os países devem repensar sua resposta para pôr fim à epidemia até 2030.

O alerta foi feito pela directora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne, na 10ª Conferência da IAS sobre Ciência do HIV, IAS 2019, onde enfatizou que “o mundo está a caminho de alcançar o objectivo de eliminar o SIDA como uma ameaça para a saúde pública, até 2030”.

A directora da Opas/OMS reconheceu que a elaboração e a implementação de enfoques baseados em saúde pública, direitos humanos e evidências têm conseguido inverter o curso da epidemia em muitos países.

Globalmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre os zero e os 14 anos foram infectadas pelo HIV, em 2018. Este é um decréscimo importante em relação as 240 mil novas infecções em 2010.

No entanto, como destaca o Programa Conjunto sobre HIV/SIDA, a ambiciosa e importante meta estabelecida para 2018 foi de menos de 40 mil novas infecções. Cerca de 82% das mulheres grávidas que vivem com o HIV agora têm acesso aos medicamentos anti-retrovirais.

O relatório aponta ainda que houve progresso considerável entre os países do leste e sul de África, com mais de 90% das mulheres grávidas acedendo a medicamentos anti-retrovirais, em países como Etiópia, Quênia, Uganda, Tanzânia e Zimbabwe e 95% ou mais em Botswana, Malawi, Moçambique, Namíbia e Zâmbia.

Isso teria resultado numa redução de 41% nas novas infecções por HIV entre crianças, com notáveis ​​reduções alcançadas em Botswana, 85%, Ruanda, 83%, Malawi, 76%, Namíbia, 71%, Zimbabwe, 69%, e Uganda, 65%, desde 2010.

O relatório também indica que o objectivo de reduzir o número anual de novas infecções por HIV entre mulheres jovens e meninas adolescentes com idade entre 15 e 24 anos para menos de 100 mil, até 2020, é improvável de ser alcançado.

A directora acredita que “é hora de os serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento anti-retroviral para HIV estarem totalmente disponíveis junto aos serviços de tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis, hepatites virais, saúde sexual e reprodutiva e doenças crónicas não transmissíveis, no primeiro nível de atenção, onde as necessidades das comunidades afectadas podem ser mais bem atendidas”. Redacção/ ONU News

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