Moçambique vai implementar o programa “Power of Dialogue”

 

Moçambique conta a partir de quinta-feira, 18 de março, com um programa que visa colocar os direitos cívicos e políticos da mulher no centro das atenções, tendo como principal objectivo contribuir para que os actores políticos e cívicos colaborem, influenciem e participem em processos políticos legítimos, transparentes e responsáveis, que respeitem e promovam normas e valores democráticos, que respondam às vozes e interesses dos grupos da sociedade.

Trata-se de Power of Dialogue, uma iniciativa a ser implementada pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), através da Academia Política da Mulher, em coordenação com a Embaixada do Reino dos Países Baixos e tem como públicos alvos os partidos políticos, a Assembleia da República, as assembleias provinciais, Organizações da Sociedade Civil, que trabalham com os direitos civis e políticos das mulheres, bem como a comunidade diplomática.

Refira-se que o mesmo programa deverá ser implementado em outros países de África, América e Ásia a partir deste ano até o ano 2025.

O programa prevê sessões de diálogo multipartidário que terão a participação de actores políticos e da Sociedade Civil, componente de formação, a realização de Lobby e Advocacia para mudança de práticas, atitudes e comportamentos com base em evidências.

A Embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Henny de Vries, disse que este programa faz parte da plataforma criada pelo governo Holandês como forma de apoiar o fortalecimento das organizações da sociedade civil denominada parceria estratégica.

Segundo a diplomata, durante vários anos os direitos das mulheres e igualdade de género têm sido considerados como temas transversais nas áreas política, económica e social.

“O programa que lançamos hoje pretende que os assuntos ligados aos direitos políticos das mulheres não sejam apenas uma questão transversal, mas o foco”, disse sublinhando que em Moçambique a mulher sempre esteve engajada no desenvolvimento do seu país, tendo exemplos de grandes mulheres moçambicanas que foram e continuam a ser inspiração e exemplo para as raparigas no país.

Não obstante, segundo defende, há necessidade de se aumentar a participação da mulher nos processos de tomada de decisão em importantes instituições, como ministérios, assembleias e instituições de governação para que elas possam lutar pelos direitos de outras mulheres.

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