Movimento sindical afirma que custo de vida sufoca o trabalhador moçambicano

 

O Movimento Sindical afirma que o Custo de vida, sempre em alta, está a penalizar os Trabalhadores moçambicanos que na sua maioria são de baixa renda, o que perpetua a pobreza, a violência doméstica, a criminalidade, o abandono escolar sobretudo das raparigas. Aliado a isto, exige que o governo retome imediatamente o diálogo sobre reajuste salarial.

O Movimento Sindical, representado pela Organização dos Trabalhadores de Moçambique, Central Sindical (OTM-CS), Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique (CONSILMO), Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ), Organização Nacional dos Professores/Sindicato Nacional dos Professores (ONP/SNPM), Associação Médica de Moçambique (AMM) e outras Organizações Sócio-profissionais, reunidas no dia 7 de Junho do ano em curso para analisar a situação actual dos trabalhadores moçambicanos face ao impacto da Covid-19, concluiu que a pandemia da COVID-19 que vem assolando o mundo e o país, desde 2020, tende a ser controlada mercê do envolvimento de todos na prevenção e na luta sem tréguas contra este mal.

Esse controlo da situação epidemiológica da COVID-19 no país permitiu a retoma gradual das actividades sócio-económicas nacionais e da produção da riqueza.

Entretanto, sublinham que o Custo de vida, sempre em alta, está a penalizar os Trabalhadores moçambicanos que na sua maioria são de baixa renda, o que perpetua a pobreza, a violência doméstica, a criminalidade, o abandono escolar sobretudo das raparigas.

Para além de não permitir a aquisição de bens da cesta básica, o actual custo de vida não permite que os trabalhadores sejam assíduos e pontuais nos seus locais de trabalho, porque o seu rendimento é insuficiente para fazer tantas ligações numa só viagem, para além de que o próprio transporte público escasseia e, em algum momento constitui um meio de contaminação da COVID-19, devido à superlotação de passageiros.

As organizações lembram que o não reajuste salarial em 2021 significará 24 meses sem aumento, o que agrava a vulnerabilidade principalmente para as classes mais desfavorecidas.

Assim sendo, a organização sindical exige que se retome sem mais delonga nem condicionalismos, o processo negocial interrompido em 2020 para o reajustamento dos salários mínimos dos trabalhadores moçambicanos.

Igualmente, exige que o Governo assuma as suas responsabilidades de garantir que o diálogo social em Moçambique funcione normalmente e de acordo com o que está plasmado nos documentos orientadores da Comissão Consultiva de Trabalho (CCT).

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