MPDC  nega suposto envolvimento no caso das dívidas ocultas

 

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) nega qualquer ligação com o caso das dívidas ocultas e denuncia que tais insinuações são infundadas, pois a autoridade Marítima existe desde 1994, pelo que não haveria necessidade de consultoria para o estabelecimento de uma entidade já existente.

Recorde-se que tal insinuação resulta de uma referência feita no âmbito do julgamento de Jean Boustani que decorre nos Estados Unidos de América, onde uma das partes alegou que a empresa recebeu um montante não especificado, supostamente para o “estabelecimento de uma Autoridade Marítima em Moçambique”.

A MPDC diz que foi surpreendida com tais alegações que fazem referência ao seu Director-Executivo como estando relacionado ao escândalo.

“Nem a MPDC nem o seu Director-Executivo foram contactados para prestar qualquer tipo de serviços, nunca receberam ou foram contactados para receber qualquer montante, como supostamente veio referido por um dos acusados no processo das dívidas ocultas. O sistema de gestão, governança e compliance implementado e executado escrupulosamente pelo Conselho de Administração e toda a sua equipa de gestão executiva não permitem semelhantes abordagens. Os accionistas da MPDC são constantemente informados e acompanham a execução de todos os projectos e todos os actos envolvendo a MPDC”, justifica a empresa.

Aliás, esclarece que a Autoridade Marítima existe em Moçambique desde 1994, tornando-se inconcebível sobre que tipo de consultoria seria necessário para “estabelecer” uma entidade já existente e cuja iniciativa, aprovação e incorporação são da alçada do Conselho de Ministros.

“A integridade e a verticalidade e todos os valores que norteiam a relação entre a Direcção Executiva e os accionistas não estão em causa perante estas supostas insinuações, nem desvirtua o foco e o compromisso que a MPDC sempre assumiu de transformar o Porto de Maputo numa referência regional e internacional e contribuirpositivamente para o desenvolvimento do país. Os accionistas reiteram a sua plena confiança e dão total apoio tanto ao Director Executivo como a toda a gestão executiva da MPDC, na prossecução dos seus objectivos”, sublinha o MPDC, numa nota recebida na nossa redação.

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