Nilsa Miquidade encoraja CIDE a desenvolver pesquisa dos compostos fitoquímicos

 

A Secretária Permanente do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Nilsa Miquidade encoraja o Centro de Investigação e Desenvolvimento em Etnobotânica (CIDE) a desenvolver pesquisa dos compostos fitoquímicos e avaliação da actividade biológica de plantas com potencial para o tratamento de doenças endémicas nas comunidades.

 A dirigente falava quinta-feira, 02 de Julho, durante visita de trabalho realizada ao CIDE, instituição tutelada pelo Ministro que superintende a área da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional.

Sediada na vila Municipal da Namaacha, província de Maputo o CIDE é uma instituição pública de âmbito nacional dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa e científica criada pelo Decreto 60/2008 de 30 de Dezembro, com o objectivo de promover e desenvolver a Etnobotânica, através da investigação científica, desenvolvimento tecnológico e produção de bens com base em plantas.

Durante a sua deslocação, Nilsa Miquidade manteve encontro de cortesia com o Director do CIDE, António Tembue e visitou a Direcção de Investigação e Formação, Direcção de Produção e Serviços; e Administração do CIDE, onde recebeu explicação sobre o funcionamento das diferentes unidades orgânicas.

Outrossim, Nilsa Miquidade ficou a saber que, o CIDE pretende no presente ano, realizar estudos da pesquisa dos compostos fitoquímicos, e avaliação da actividade biológica de plantas, com potencial para o tratamento de doenças endémicas nas comunidades, bem como dinamizar a produção através do desenvolvimento de novos produtos a base de plantas fitoterapêuticas estudadas.

Na ocasião, o Director do CIDE, António Tembue explicou que para o cumprimento da missão da instituição que dirige, o CIDE  aposta em trabalhos conjuntos entre instituições nacionais e internacionais,  estabelecendo-se parcerias com instituições de investigações, através de assinatura de memorandos para a capacitação e formação técnica de funcionários afectos na área de investigação.

Por sua vez, a Secretária Permanente enalteceu o trabalho desenvolvido pelo CIDE e encorajou prosseguir com o trabalho de pesquisa e divulgação do resultados.

Entre as atribuições do CIDE, destaque vai para investigação científica no domínio da Etnobotânica; promoção e transferência do conhecimento científico, na conservação cultivo; uso efectivo, desenvolvimento tecnológico, comercialização e industrialização de plantas em coordenação com outros sectores; Promoção do registo de plantas e procedimento para garantir a defesa do Direito a Propriedade Intelectual na área de Etnobotânica incluindo os detentores de conhecimento tradicional; e coordenação das actividades de investigação no âmbito de Etnobotânica de modo a fomentar iniciativas interdisciplinares e intersectoriais.

 Ainda no decurso da visita, a Secretária Permanente acompanhou o processo de produção do óleo de eucalipto, uma essência que é largamente usado na medicina popular no combate a gripes e resfriados, Bronquio-dilatador, anti-séptico, alsâmico, especto-rante,anti-inflamatório,anti-febríl, anti-asmático, antigripal.

O bafo com folhas ou óleo essencial de eucalipto pode ser usado para aliviar sintomas de crises respiratórias leves relacionadas com as causadas pela CoronaVirus Disease (Covid -19).

Em termos de indicação terapêutica do óleo de eucalipto alivia os sintomas da gripe, tosse, infecção pulmonar, febre, asma, inflamação, dores da garganta, bronquites. Contudo, o uso frequente do óleo essencial de eucalipto pode causar efeitos colaterais como irritação na pele, deste modo recomenda-se o uso, duas a três vezes por dia durante três dias seguidos.

É contraindicado a indivíduos com alergias respiratórias e com epilepsia e não se recomenda o uso prolongado a indivíduos com rinite ou sinusite.

A produção do óleo de eucalipto enquadra-se nas competências do CIDE que visam entre outras, promover, coordenar e executar a investigação científica na área de Etnobotânica; promover a formação de recursos humanos na área da Etnobotânica; assessorar as instituições públicas e privadas de ensino e investigação em temas relacionados a etnobotânica; promover o cultivo e o melhoramento de espécies de plantas com potencial nutritivo, aromático, farmacológico, oleaginoso, ornamental; e proceder à divulgação e a disseminação dos resultados de investigação obtidos bem como a sua área de aplicação em benefício das comunidades.

 

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