Nova democracia denuncia acordos ocultos entre Governo e autoridades sul-africanas

– Quantos mais jovens precisam morrer para que Mocambique deixe de ser a orquestra mais desafinada no concerto das nações?

 

Passam, hoje, 17 dias desde que a PRM e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação prometeram investigar e apurar, junto da contra-parte sul-africana, as reais causas e os contornos do assassinato de dois agentes de guarda-fronteira na fronteira Ponta Douro, província de Maputo, no exercício das suas funções de patrulha, por isso o Movimento Nova Democracia (ND) exige respostas do Governo sobre o incidente e denuncia acordos ocultos entre as autoridades dos dois países.

Por: Dossiers & Factos

O Movimento Nova Democracia, liderado por Salomão Muchanga e que vai concorrer pela primeira vez nas eleições de Outubro próximo, mostra-se aterrorizado pelo tratamento que o Governo tem vindo a dar ao assunto que é, na verdade, mais um de vários casos de agressão contra moçambicanos da parte sul-africana.

Para o ND é no mínimo estranho que o Governo tenha se precipitado em defender, em público, que, mais uma vez, “a vida dos nossos irmãos não pode criar mal-estar nas relações bilaterais entre Moçambique e África do Sul”.

“Nós, cidadãos moçambicanos titulares de direito, queremos saber quantos guardas-fronteira valem um Chang? Questionamo-nos: depois de Mido Macie e das vítimas de Xenofobia no território sul-africano, por um lado e, dos dois guardas fronteira em nosso território, por outro, quantos mais jovens precisam morrer para que Mocambique deixe de ser a orquestra mais desafinada no concerto das nações, resultando num estado consequente que proteja e defenda os seus cidadãos? Alertamos que os moçambicanos saberão responder em Outubro aos acordos ocultos que favorecem a impunidade dos ladrões da pátria em troca da vida dos eternos excluídos e sacrificados”, sublinha o partido, numa nota recebida na nossa redacção.

Mais  Destaques

Scroll to top
Skip to content