Novo ataque em Sofala deixa quatro mortos e um ferido

 

Depois de mais de três semanas sem se registar nenhum ataque, a zona centro do país volta a ser palco de terror. Desta feita, quatro pessoas morreram e uma ficou ferida, na sequência de um ataque armado protagonizado por desconhecidos, na noite da passada segunda-feira (da semana de 20 de Janeiro), na aldeia de Macorococho, na província de Sofala.

O último ataque, na região centro do país, havia sido registado no dia 24 de Dezembro de 2019, numa acção em que testemunhas garantem ter morrido mais de uma dezena de pessoas, que se faziam transportar num autocarro de passageiros.

De acordo com a Voz da América (VOA), o ataque da semana passada, por sinal, o primeiro deste ano na região, foi protagonizado por um grupo ainda desconhecido, que assaltou e incendiou o centro de saúde local e a casa do chefe do posto.

Testemunhas disseram à VOA que uma mulher e três homens foram atingidos por uma “chuva de balas”, durante o ataque ao centro de saúde, que foi incendiado, após o grupo armado ter saqueado vários tipos de medicamentos. A casa do chefe do posto local foi igualmente incendiada.

“Chegaram ao centro de saúde e começaram a disparar”, descreveu António Charanga, um morador local, e acrescentou que o grupo depois entrou na povoação e disparou contra civis.

“Morreram três pessoas e duas foram levadas ao hospital gravemente feridas, mas uma veio a perder a vida, disse uma funcionária do centro de saúde, descrevendo que após o ataque, várias pessoas  refugiaram-se nas matas, estando um funcionário desaparecido.

Outro morador contou à VOA que a população que estava refugiada nas matas começou a deixar a aldeia de Macorococho no início da manhã da passada terça-feira, para se refugiar em aldeias vizinhas, após ameaças de novos ataques.

“Depois do ataque, eles (os atacantes) foram deixando recados (aos sobreviventes): ‘nós ainda estamos aqui’”, disse Gedeão Mateus, em alusão ao retorno das investidas armadas nas aldeias da região.

A zona da nova incursão não fica distante do local onde foi abatido, a tiro, em Outubro passado, um agente da polícia moçambicano, durante um ataque ao posto policial, onde foi roubado também armamento.

A Polícia de Sofala ainda não reagiu ao novo incidente, mas o novo ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, pediu aos moçambicanos “confiança” na capacidade das Forças de Defesa e Segurança no combate aos ataques armados nas regiões centro e norte de Moçambique.

“Para mim, devem confiar nas Forças de Defesa e Segurança. Estão a trabalhar a todo gás para restabelecer a tranquilidade nessas duas regiões”, declarou Jaime Neto à margem da visita que realizou hoje ao Quartel-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), em Maputo.

Refira-se que este ataque aconteceu dias depois da tomada de posse de Filipe Nyusi para o seu segundo mandato como Presidente da República, num contexto em que o líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, havia ameaçado inviabilizar a sua governação, promovendo ataques em larga escala. Aliás, chegou a avisar aos agentes económicos, transportadores e turistas nacionais e internacionais para não circularem pelas estradas nacionais n.º 1 e 6 (EN1 e EN6).

Mais  Destaques

Scroll to top
Skip to content